Morte de cidadã de 44 anos num centro médico clandestino no palanca: familiares da malograda dizem que "Maguy" é a quinta vitima nas mãos do suposto médico
Uma cidadã nacional que em vida atendia pelo nome Inossente Makiesse "Maguy", de 44 anos de idade, residente no bairro Calemba-2, município do Kilamba Kiaxi, perdeu a vida no passado dia 17 do mês em curso após ter sido submetida a uma intervenção cirúrgica efectuada por um suposto médico, identificado por Daniel Kiangueben, realizado num centro de saúde clandestino localizado no bairro Palanca.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Em declarações ao Na Mira do Crime, a família diz não saber as razões e às circunstâncias que levaram a vítima a recorrer ao local.
Maria, irmã da malograda, disse a irmã era saudável, no dia 16, sexta-feira, passou a noite no óbito de uma amiga no bairro Golf- 2, e no dia seguinte, sábado, por volta das 14 horas terá recebido uma ligação e saiu às pressas do óbito.
"Parece que tenha sido o suposto médico que ligou para ela, mas por volta das 15 horas ela ligou para casa a pedir que levassem dois lençóis e uma ventoinha a um centro de saúde em que se encontrava e deu a direção. As sobrinhas acharam estranho e ligaram para a mãe delas, a minha irmã, que pediu que esperassem e foram juntas", contou.
Disse que ao chegarem nas imediações do Sanatório, a sua irmã ligava para ela e já não atendia, mais tarde quem atendeu foi o suposto médico.
"O centro de saúde não tem nenhuma descrição, parece apenas uma residência qualquer, assim que passavam o senhor notou que era ela com quem falava ao telefone e chamou-a, posto na recepção, o tal médico informou-lhes que a minha irmã tinha acabado de morrer durante uma operação cirúrgica que ele estava a realizar. Foi triste a família ver a falta de condições naquele centro de saúde e a irresponsabilidade do senhor", lamentou a irmã.
Os familiares avançaram que a malograda enquanto em vida era uma pessoa saudável e desmentem os rumores de que ela terá recorrido ao centro médico para a interrupção de uma gestação.
"Ela nunca teve filhos e não tinha marido, pela idade dela, 44 anos, não teria recorrido ao centro para tirar uma gravidez porque ela tinha condições de ter um filho caso estivesse gestada", esclareceu.
Acrescentou que o médico que realizou a autópsia disse não ter encontrado razões que levassem o suposto médico a realizar uma cirurgia no útero.
"O resultado da autópsia determinou choque traumático durante intervenção cirúrgica, durante o exercício ilegal da medicina", disse a entrevistada.
De acordo com a entrevistada, o suposto médico já se encontra sob custódia das autoridades policias no Comando municipal do Kilamba Kiaxi, com o Processo N. 224/26 SIC - KK; Proc. 239 M.P.K.K.
"O senhor é mais conhecido por Dr. Davé, vive no bairro da Petrangol e arrendou aquela casa no Palanca para fazer os seus trabalhos clandestinamente e, recebemos informações de que a minha irmã não é a única vítima, parece ser a quinta pessoa a morrer naquele centro e o suposto médico nunca foi responsabilizado criminalmente. Por este motivo, estamos a clamar que se faça a justiça ele tem que pagar pelos seus actos", pediram os familiares.
A malograda, Maguy, era comerciante e vivia com uma prima e não deixa filho. O funeral será realizado na próxima segunda-feira, 26, no cemitério do Benfica.










