Irão. República Islâmica pronta para discutir programa nuclear mas tem "o dedo no gatilho", diz ministro dos Negócios Estrangeiros
Irão avisa os Estados Unidos que está "pronto para o diálogo" mas pode responder "como nunca" a um eventual ataque, sublinhando que os americanos devem parar as "ameaças e as exigências excessivas".
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano manifestou esta quarta-feira disponibilidade para discutir o programa nuclear de Teerão com Washington, ao mesmo tempo que avisou que as forças armadas estão “com o dedo no gatilho” face à ameaça norte-americana de ataque.
“As nossas corajosas Forças Armadas estão prontas – com o dedo no gatilho – para responder imediata e poderosamente a qualquer agressão contra a nossa amada terra, espaço aéreo e águas”, escreveu Abbas Araghchi na rede social X.
Em simultâneo, o chefe da diplomacia de Teerão afirmou que o Irão “sempre acolheu um acordo nuclear mutuamente benéfico, justo e equitativo”, desde que seja alcançado “em pé de igualdade e livre de coerção, ameaças e intimidação”.
Na sua mensagem, o ministro iraniano reafirmou o direito da República Islâmica à “tecnologia nuclear pacífica”, que assegure a “ausência completa de armas nucleares”.
A declaração de Abbas Araghchi surge em resposta ao Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou repetidamente usar a força em resposta à violenta repressão dos protestos no último mês no Irão, e que abordou também a questão nuclear.
“Espero que o Irão concorde rapidamente em ‘sentar-se à mesa’ e negociar um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares”, escreveu o líder norte-americano nas redes sociais, ameaçando Teerão com um ataque “muito pior” do que os bombardeamentos em junho passado contra instalações do programa nuclear iraniano.
A declaração de Abbas Araghchi surge em resposta ao Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou repetidamente usar a força em resposta à violenta repressão dos protestos no último mês no Irão, e que abordou também a questão nuclear.
“Espero que o Irão concorde rapidamente em ‘sentar-se à mesa’ e negociar um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares”, escreveu o líder norte-americano nas redes sociais, ameaçando Teerão com um ataque “muito pior” do que os bombardeamentos em junho passado contra instalações do programa nuclear iraniano.
“O Irão está pronto para o diálogo baseado no respeito e em interesses mútuos, mas, se encurralado, defender-se-á e responderá como nunca!”, afirmou a representação diplomática em Nova Iorque numa mensagem na rede social X.
A missão iraniana acrescentou que “da última vez que os Estados Unidos embarcaram de forma imprudente em guerras no Afeganistão e no Iraque, desperdiçaram mais de sete biliões de dólares e perderam mais de sete mil vidas norte-americanas”.
Na semana passada, as autoridades iranianas anunciaram que pelo menos 3.117 pessoas morreram nos protestos ao longo de janeiro, números contestados por organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos, que alegaram estar em posse de dados que confirmam uma dimensão muito superior.
O movimento de protesto, iniciado em 28 de dezembro contra o elevado custo de vida e desvalorização da moeda nacional, levou a um apagão de comunicações sem precedentes em todo o país por ordem das autoridades, e entretanto perdeu intensidade, mas as detenções prosseguem.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, comentou esta quarta-feira, numa audição na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado (câmara alta do Congresso) em Washington, que o Irão está “mais fraco do que nunca”, com a sua economia “em colapso”, e, ao contrário do que acontecia no passado, o regime mostra-se incapaz de responder às reivindicações dos protestos.
C/ O Observador











