Junta militar do Burkina Faso acabou com todos os partidos políticos por decreto
O Governo do Burkina Faso, liderado por uma junta militar golpista, dissolveu todos os partidos políticos e revogou o quadro legal que regulava o seu funcionamento, de acordo com um decreto aprovado na quinta-feira pelo conselho de ministros do país da África Ocidental.
A decisão dos dirigentes militares que tomaram o poder em Setembro de 2022 é o mais recente passo para reforçar o controlo do país, após a suspensão das actividades políticas na sequência do golpe de estado
O ministro do Interior, Émile Zerbo, afirmou que a decisão faz parte de um esforço mais amplo para “reconstruir o Estado”, depois do que classificou como abusos generalizados e disfuncionalidades no sistema multipartidário do país.
Segundo o ministro, uma avaliação governamental concluiu que a proliferação de partidos políticos tinha alimentado divisões e enfraquecido a coesão social
Antes do golpe de Estado, o país contava com mais de 100 partidos políticos registados, dos quais 15 estavam representados no Parlamento após as eleições gerais de 2020.
O decreto dissolve todos os partidos políticos e formações políticas e todos os seus bens serão transferidos para a posse do estado
De acordo com a acta da reunião do Conselho de Ministros, uma lei que revoga os estatutos e regula o financiamento dos partidos, bem como o estatuto do líder da oposição, será enviada ao actual conselho de transição
A nação do Sahel, tal como os países vizinhos Mali e Níger, tem tido dificuldades em conter as insurgências islamistas ligadas à Al-Qaeda e ao Daesh (Estado Islâmico), que ao longo da última década causaram a morte de milhares de pessoas e o deslocamento de milhões.
C/ Público











