DIIP-Luanda resgata cidadãos chineses que haviam sido raptados por cidadãos vietnamitas que pediam três milhões de kwanzas para sua libertação
A Polícia Nacional, através do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) em Luanda, Destacamento do KM 25 em Viana, desmantelou, na tarde de sexta-feira, 30, uma associação criminosa envolvida em crimes de rapto e cárcere privado, tendo detido três cidadãos, sendo dois de nacionalidade vietnamita, de nome Nguyen Tien Phuc, de 24 anos de idade, Ngugen Truzng An, de 21 anos, e Pedro Congo David, angolano, de 32 anos de idade, detidos nas províncias de Luanda e Ícolo e Bengo respectivamente.
Por Kihunga Bessa
Segundo informações em posse do jornal Na Mira do Crime, a operação teve início após uma denúncia apresentada pela esposa de uma das vítimas, que informou às autoridades que o seu esposo e o cunhado haviam sido sequestrados no dia 30 de Janeiro.
Segundo a denúncia, os dois cidadãos chineses foram colocados à força no porta-bagagem de uma viatura de marca Lexus 570, de cor preta, com a chapa de matrícula LD-69-81-GV, e levados para parte incerta.
No dia seguinte, um dos suspeitos entrou em contacto com a denunciante, exigindo o pagamento de três milhões de kwanzas para a libertação das vítimas, sob ameaça de morte. A mulher foi orientada a deslocar-se à Cidade da China, em Luanda, para efectuar a entrega do valor, tendo optado por procurar o DIIP no KM 25, onde formalizou a queixa.
De imediato, foram desencadeadas diligências policiais que culminaram com a detenção de um dos sequestradores, o qual conduziu as forças operativas até ao bairro Zango 0, município do Calumbo, província do Ícolo e Bengo, onde os dois cidadãos chineses foram resgatados com vida.
No mesmo local, foi igualmente detido o segundo suspeito, proprietário da residência onde as vítimas estavam privadas de liberdade.
No decurso das investigações, e durante diligências para a recuperação da viatura de uma das vítimas, os efectivos policiais localizaram ainda um outro cidadão de nacionalidade chinesa em cárcere privado, que estava trancado num quarto desde o dia 29 de Janeiro, por alegadas dívidas no valor de três milhões e quinhentos mil kwanzas.
Os três detidos encontram-se sob custódia das autoridades e serão presentes ao Ministério Público para os devidos procedimentos legais, enquanto as vítimas receberam assistência e acompanhamento por parte dos órgãos competentes.
A Polícia Nacional reafirma o seu compromisso no combate cerrado à criminalidade organizada e apela à colaboração da população através da denúncia de actos criminosos.









