Estão todos soltos: Família denuncia morosidade do processo que envolve efectivos do SIC que executaram oficial do DIIP com 14 tiros no Cazenga
Os familiares de João Inácio Contreiras, 1.º sub-chefe da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), vítima de 14 disparos de arma de fogo no município do Cazenga, manifestam descontentamento e denunciam a morosidade na tramitação do processo que envolve cinco efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e três da Brigada de Informação Policial (BINFOP), presumíveis autores do crime, que se encontram em liberdade desde Dezembro de 2024.
Por: Kihunga Bessa
O crime ocorreu no dia 29 de Novembro de 2024, praticado por supostos efectivos do SIC colocados na 17.ª esquadra do Cazenga, quando a vítima visitava familiares naquela circunscrição de Luanda, por volta da meia noite, e quando se dirigia para sua viatura, foi interpelado pelos acusados que, sem dó nem piedade, dispararam 14 vezes contra o corpo do infeliz, que conheceu morte no local.
Dias depois, o Na Mira do Crime tomou conhecimento da detenção dos presumíveis autores dos 14 disparos que terão vitimado aquele oficial do DIIP. Em Dezembro do mesmo ano, apercebeu-se de que os mesmos já se encontravam em liberdade.
Entretanto, diante desta situação, este jornal solicitou uma fonte do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) para saber se o caso já havia tramitado para o Juiz de Garantias, tendo sido informado que, em momento algum, o processo tramitou para aquela instância.
Na PGR, junto ao SIC, uma equipa deste jornal esteve presente para obter mais dados sobre o caso, tendo sido remetida para o SIC-Luanda.
Incansavelmente, a equipa deste jornal contactou uma fonte daquele órgão, que confirmou que os efectivos estiveram detidos nas celas do Comando Provincial, mas terão sido soltos no mês de Dezembro do mesmo ano, através de um despacho exarado pelo Ministério Público.
Segundo apurou o Na Mira do Crime junto da esposa da vítima, que actualmente, juntamente com os filhos, enfrenta inúmeras dificuldades desde a morte do marido, a família viu-se obrigada a regressar à casa da mãe por falta de condições.
Desde que os implicados foram soltos, já se passou um ano e ninguém presta qualquer esclarecimento sobre o caso, sendo que os assassinos circulam livremente pelas ruas de Luanda.
“Se pessoas que roubam galinhas cumprem cadeias, estes que tiraram a vida de um chefe de família ficam assim, como se nada tivesse feito?”, questionou a esposa, clamando por justiça.










