Estava grávida de nove meses: Peixeira de 40 anos morta com paulada no pescoço por cobrar dívida de 15 mil kwanzas à vizinha
Uma cidadã nacional que em vida respondia pelo nome Teresa Manuel João, de 40 anos de idade, moradora na rua da antiga cadeia dos estrangeiros, no bairro Capalanga, município dos Mulenvos, foi morta na quinta-feira, 12, por uma vizinha, com golpe de pau no pescoço, quando supostamente cobrava uma dívida de peixe no valor de 15 mil kwanzas.
Por: Kihunga Bessa
Segundo apurou o Na Mira do Crime, a vítima estava gestante de nove meses e comercializava peixe na zunga, deixando, algumas vezes, o negócio a pessoas de confiança para depois efectuar a cobrança.
O facto ocorreu por volta das 15 horas do referido dia, quando a infeliz, após ter deixado peixe a crédito à sua vizinha, que por sinal até era sua amiga, tão logo terminou as vendas, foi à casa da mesma cobrar a dívida.
A acusada, sentindo-se incomodada com a presença da vítima, irritou-se e insurgiu-se contra a dona do negócio, gerando uma contenda e, sem calma, pegou num objecto contundente (pau) e desferiu um golpe na região do pescoço, da senhora que estava grávida de nove meses.
De acordo com as testemunhas, após ter sido atingida com o pau, a vítima perdeu os sentidos e a acusada ainda a colocou deitada no interior da sua casa, onde, provavelmente, por volta das 17 horas, acabou por conhecer à morte.
Alfredo Tomás, um dos sobrinhos da vítima, relatou que a família foi informada apenas às 21 horas pela acusada, alegando que a infeliz foi até à sua casa e, em seguida, dirigiu-se à casa de banho; tão logo saiu, começou a sentir-se mal, pediu uma esteira para descansar e acabou por sucumbir.
“Quando fomos ao local, eram 22 horas, já não encontrámos o corpo”, disse.
Informou que, no dia seguinte, dirigiram-se à Morgue Central de Luanda, onde encontraram o corpo na câmara cinco, com sinais de espancamento.
Acrescentou que, no regresso, a família dirigiu-se até à casa da implicada para obter mais informações sobre o assunto, onde foram informados do que realmente aconteceu, sendo que a suspeita terá abandonado a sua residência e colocado-se em parte incerta.
Abalados e inconformados com a morte da ente querida, os familiares clamam por justiça e que a acusada seja encontrada e responsabilizada pelo acto cometido.
O Na Mira do Crime sabe que a vítima deixa viúvo e oito filhos.










