SIC detém activista "Lito Deputado" por alegado crime de associação criminosa, coação e devassa da vida privada
O Serviço de Investigação Criminal, através da sua Direcção Provincial do SIC no Cunene, mediante cumprimento de Madado de Detenção, Revista, Busca e Apreensão emitido pelo Ministério Público, procedeu, na cidade de Ondjiva, bairro Caxila III, a detenção do cidadão nacional Agostinho Bento Tchiovo, "Lito Deputado", de 39 anos de idade, Activista Social, por factos constitutivos dos crimes de Associação criminosa, Coacão e Devassa da vida privada, consubstanciado em fortes indícios da utilização das suas redes sociais e outras para intimidação, chantagem e coação de entidades governamentais locais, de membros do Ministério do Interior e cidadãos, com finalidade de extorquir valores monetários.
Por: Belchior Resende
De acordo com uma nota do SIC enviada ao Na Mira do Crime, a instituição despoletou uma investigação aturada, em torno de várias denúncias, que dão conta deste jogo de aproveitamento utilizando a máscara de activista, recebendo no seu escritório, Gráfica Local, várias pessoas com diversos extractos sociais, com denúncias que usa em benefício próprio para obtenção de vantagens para si e para os denunciantes.
O SIC continua no encalço de vários cidadãos citados no decurso da investigação como sendo promotores de intrigas, calúnias e difamação e devassa da vida privada, contra várias entidades locais e cidadãos singulares, que se socorreram deste suposto activista social, com fins unicamente pessoais.
No seguimento do trabalho investigativo em curso, continua a nota, a luz do Madado de Detenção, foi também detido um oficial subalterno da PNA, por envolvimento na partilha de conteúdos sensíveis em conluio com o activista social.
O Na Mira sabe que, em posse destes foram apreendidos diversos meios e equipamentos usados para cometimento destes crimes e recibos de de transferências bancárias.
Os cidadãos ora detidos já foram presentes ao Ministério Público para ulteriores procedimentos legais, enquanto outras diligências prosseguem para o esclarecimento total deste crime.
Todavia, o SIC apela aos cidadãos o uso correcto das redes sociais, sobretudo a não disseminação fortuita de falsas informações, ou informações difamatórias e caluniosas, que atentem contra a honra e dignidade das pessoas colectivas e Singulares.









