Jovem de 33 anos retirado de casa por homens encapuzados encontrado morto (no desvio da Cimangola) com perfuração de bala na cabeça
Onísio Lopes da Silva, conhecido por Rubinho, de 33 anos, foi retirado de sua residência, nos Mulenvos de Baixo, na madrugada de 19 de Fevereiro de 2026, por homens encapuzados que se identificaram como efectivos do Serviço de Investigação Criminal. Horas depois, de acordo com os familiares, o seu corpo foi encontrado sem vida nas imediações do desvio da Cimangola, com uma perfuração de bala na cabeça.
Por: Débora Manuel
A esposa contou que, por volta da uma hora, vários homens bateram a porta, afirmando tratar-se de uma operação policial.
Conforme o seu depoimento, após a entrada na residência, os indivíduos dividiram-se pelos compartimentos da casa, enquanto Rubinho foi forçado a ajoelhar-se com as mãos na cabeça.
Segundo a mesma, ele repetia que não tinha cometido qualquer crime.
De acordo com os familiares, durante a acção, os homens revistaram a residência e levaram duas motorizadas, uma TV, aparelho de som, descodificador, telemóveis, roupas, perfumes, uma botija de gás e valores monetários.
De seguida, conforme o testemunho da esposa, o jovem foi retirado da casa sob ameaças, amarrado e colocado para fora da residência.
A família afirma que tentou contactar as autoridades ainda durante a madrugada, mas foi orientada a formalizar a participação às 6 horas da manhã. Segundo os familiares, nenhuma equipa policial se movimentou imediatamente ao local para averiguar a ocorrência.
Ainda conforme os relatos, ao longo do dia, parentes e amigos percorreram esquadras e comandos policiais à procura de informações, mas receberam a indicação de que não havia registo de qualquer detenção.
Posteriormente, segundo a família, surgiu a informação de que um corpo havia sido encontrado nas imediações do Desvio da Cimangola.
A identificação teria sido feita através das tatuagens.
A mãe descreve o filho como um moto-taxista trabalhador, sem antecedentes criminais ou conflitos conhecidos. Amigos e vizinhos reforçam que a sua rotina era casa e trabalho e vice-versa.
Dizem que Rubinho estava empenhado em sustentar a família e melhorar as condições da residência.
Moradores de Mulenvos de Baixo relatam que já houve outros episódios de indivíduos encapuçados que se apresentam como agentes policiais para efectuar assaltos na zona, o que tem aumentado a preocupação da comunidade.
Até ao fecho desta matéria, a família afirma não ter recebido esclarecimentos oficiais sobre o caso.
Os familiares apelam por justiça e pedem uma investigação rigorosa para o esclarecimento das circunstâncias da morte.










