Agente do DIIP mata jovem de 18 anos com tiros a queima-roupa no Lubango: polícia presta apoio à família com café sem açúcar
Um jovem de 18 anos de idade que em vida respondia pelo nome de Alberto Soma, foi morto por um agente do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), identificado apenas por “Fina”, acusado de efectuar quatro disparos à queima-roupa contra a vítima, no município do Lubango, província da Huíla.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
De acordo com o amigo do malogrado, Abido Gabriel, o facto ocorreu no centro da cidade do Lubango, concretamente no edifício conhecido como “Prédio Sujo”, onde o jovem residia.
Segundo explicou, no domingo, 01 de Março, por volta das 02horas, a vítima encontrava-se num convívio com amigos quando se envolveu numa briga.
No mesmo espaço encontrava-se um agente do DIIP à paisana.
Após a confusão, o efectivo terá perseguido o jovem e efectuando quatro disparos, sendo que um deles o atingiu causando a sua morte imediata.
Abido Gabriel afirmou que o malogrado já teria estado envolvido em roubos na via pública, alegando que parte dos bens subtraídos seriam repartidos com o referido agente "Fina"
Outra fonte, que preferiu o anonimato, referiu que o agente teria, em ocasiões anteriores, ameaçado a vítima de morte, facto que, no entender dos amigos, pode estar relacionado com o desfecho trágico, ele prometia várias vezes que o mataria.
Após o ocorrido, acrescentaram as fontes, o agente, em companhia de um colega identificado por “Kapoco”, ambos dirigiram-se à Maternidade Irene Neto, de onde foi acionada uma ambulância que transportou o corpo para a morgue do Hospital Sanatório do Lubango.
Entretanto, outros amigos do malogrado esclareceram que a vítima apenas interveio para acalmar uma briga, ele não fez nada que justificasse isso.
Balbina António Capitango, mãe da vítima, lamentou profundamente o sucedido e acusou as autoridades policiais de estarem a ocultar informações.
A progenitora disse que a família recebeu apoio alimentar, incluindo café sem açúcar, mas realçou que o que exigem é justiça.
“Nada disso traz o meu filho de volta, queremos apenas que a justiça seja feita”, declarou.
Contactada pelo Na Mira do Crime, a porta-voz da polícia nacional na Huíla superintendente chefe Renata de Matos, garantiu que a corporação irá pronunciar-se oficialmente sobre o caso às 15horas desta terça-feira (03).










