Três anos depois - Caso denunciado pelo Na Mira do Crime: Intendente do SIC envolvido em duplo homicídio recolhido para às celas
O Serviço de Investigação Criminal, através da sua Direcção Provincial do SIC- Zaire, em coordenação operativa com os demais órgãos operativos centrais do SIC, mediante cumprimento de Mandados de Detenção emitido pelo Ministério Público, procedeu a detenção, em sequência investigativa, dos cidadãos nacionais identificados por Afonso Mbiyavanga Nzuzi, efectivo do SIC-Zaire, Intendente de Investigação Criminal, naltura dos factos Chefe do SIC Municipal do Nzeto e Conceição João Pereira, de 37 anos de idade, por factos constitutivos dos crimes de Associação criminosa e Homicídio Qualificado, consubstanciado em indícios fortes do seu envolvimento na morte do cidadão nacional João Francisco Rolando "Tchutchu", encontrado sem vida, no dia 23 de Janeiro de 2023, no bairro Sagrada Esperança, no município de Mbaza Kongo, Província do Zaire.
Por: Belchior Resende
A detenção dos cidadãos, de acordo com o SIC, decorre de uma aturada investigação, que dura há mais de três anos, em torno do processo-crime, inicialmente com autoria desconhecida, que permitiu determinar mediante uma perícia exaustiva, que a morte do cidadão "Tchutchu" ocorreu por acção criminosa, num acto premeditado pelos detidos, que se afiguram como autores morais, com o intuito de silenciar a vítima que na altura reclamava pela morte da sua filha, do mediático caso da menor de 9 anos, identificada por Ema Pereira João Rolando, denunciada em primeira-mão pelo jornal Na Mira do Crime, dada como morta, por suicídio, quando foi asfixiada presumivelmente pela progenitora e ex-esposa do malogrado, a cidadã agora detida e outros envolvidos, no dia 19 de Junho de 2020.
Os cidadãos detidos neste processo, já conheceram decisão no processo anterior, no caso do Intendente de Investigação Criminal, Mbiyavanga Nzuzi foi condenado a 7 anos de prisão, em Agosto de 2024, por crimes de favorecimento, abuso de poder, prevaricação e obstrução à Justiça, sendo que encontrava-se em liberdade, por interposição de um recurso com efeito suspensivo.
Já a cidadã Conceição João Pereira, foi absolvida por insuficiência de provas.
Salientar que cumpridas todas as formalidades os cidadãos detidos foram presentes ao Ministério Público, que promoveu a sua audição ao Juiz de Garantias para ulteriores procedimentos legais.
Diligências prosseguem para localização e detenção de outros envolvidos.
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