Drogas eletrónicas: SIC desmantela casa clandestina de exploração de jogos liderada por chineses - angolanos jogavam 24/24h transformados em escravos
Direcção Nacional de Combate aos Crimes Informáticos do SIC, numa operação coordenação com a Direcção Central de Operações, o Laboratório Central de Criminalística e o Instituto de Supervisão de Jogos, mediante cumprimento de Mandado de Revista, Busca e Apreensão, desmantelou uma residência, localizada no interior de um condomínio, no município do Camama, que funcionava como centro Clandestino de exploração organizada de jogos online.
Por: Belchior Resende
Durante a operação foram detidos em flagrante delito três cidadãos estrangeiros de nacionalidade chinesa, que lideravam o Centro e um angolano directamente envolvido, por tentativa de fuga.
De acordo com o SIC, foram ainda apreendidos diversos meios electrónicos, sendo 35 computadores, router, 14 telemóveis, valores monetários em kwanzas e dólares, entre outros.
A investigação preliminar determinou que a actividade criminosa consistia em acumular os pontos e moedas virtuais, que posteriormente eram transferidos para contas sediadas na República Popular da China, onde eram convertidos em Renminbi.
Após conversão, os valores eram reenviados para Angola através de circuitos financeiros que se encontram sob apuramento.
Para consumar os actos a rede contratou 20 angolanos, cuja missão era jogar sem parar, 24 horas ao dia, num trabalho escravo, com 5 jogos em simultâneo, com promessas de salários variável entre os 50 mil a 100 mil kwanzas, conforme os resultados.
Importa referir que este tipo de jogos é proibido na China, onde existem restrições rigorosas para combater o trabalho forçado, a dependência digital e os efeitos sociais negativos associados aos jogos online, cujos acessos devem ser limitados, sobretudo para os jovens, devido aos impactos, como a dependência, isolamento social, Perturbações do sono, ansiedade e diminuição do rendimento escolar.
A exposição prolongada, durante várias horas consecutivas, representa um risco sério para o equilíbrio emocional e social dos jovens nesta actividade.
O SIC informa que tem estado a registar casos semelhantes de casas Clandestinas dedicadas a este tipo de jogos, cujo objectivo é a produção intensiva de moeda virtual para posterior troca por dinheiro real na China. Esta prática gera elevada preocupação, por poder potenciar esquemas de branqueamento de capitais e outros crimes económicos-financeiros.
O NA MIRA DO CRIME sabe que os cidadãos detidos serão presentes ao Ministério Público para trâmites legais subsequentes, enquanto outras diligências prosseguem para o seu total esclarecimento.









