SIC Luanda captura bandido "Tony K" acusado de matar à catanada jovem futebolista promissor no bairro do Prenda
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, por intermédio dos seus operacionais destacados no Comando Municipal da Maianga, deteve o cidadão "Tony K", criminoso membro do grupo “A Malta Privada”, implicado no crime de ofensas graves à integridade física, com objecto cortante e perfurante (catana), que resultou na morte de um cidadão nacional, futebolista, que em vida atendia pelo nome Carlos Fernando Bumba, conhecido por "Mano-Mano", de 20 anos de idade, na zona do Prenda
Por: Kihunga Bessa
Diante dos microfones do jornal Na Mira do Crime, "Tony K" conta que o seu grupo é composto por 17 pessoas, nomeadamente "Petruca", "Vuvoloy", "Adilson", "Rey Delas", "11", "Mano Fino", "Massa Babada", entre outros, sendo este último o líder do grupo, que existe desde 2018.
Acrescentou que a vítima era seu conhecido e que, no momento das agressões, eram muitas pessoas, não tendo conseguido ver de quem se tratava.
"Os meus amigos dizem que fui eu quem matou o jovem, mas, na altura, éramos muitas pessoas a desferir os golpes", disse sem mostrar qualquer arrependimento.
De acordo com o porta-voz do SIC-Luanda, superintendente-chefe Fernando Carvalho, a investigação apurou que o facto ocorreu no dia 02 do mês e ano em curso, por volta das 23 horas e 40 minutos, no bairro do Prenda, Rua da Paixão, na via pública, quando duas associações criminosas denominadas "Malta Privada" e "A Última Marca" entraram em rixa.
Acrescentou que, terminada a rixa, o implicado, integrante do primeiro grupo, viu a vítima a transitar na via pública e, ao aperceber-se de que esta era tio de um dos membros do segundo grupo, por retaliação, desferiu-lhe um golpe com uma catana na região craniana, causando ferimentos graves. Mesmo após ser socorrido a uma unidade sanitária, depois de 18 horas de internamento, não resistiu aos ferimentos e acabou por sucumbir.
Concluiu que o implicado foi presente ao Ministério Público e ao juiz de garantias, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção mais gravosa, a de prisão preventiva.









