"12 Furos" mata jovem de 25 anos de idade com golpes de faca no pescoço por desentendimento num jogo de futebol - pedidos de desculpas da vítima não chegaram para acalmar a fúria do assassino
Um cidadão nacional que em vida atendia pelo nome Leonel Agostinho da Nóbrega, de 25 anos de idade, foi atingido com vários golpes de faca na região do pescoço, pelo seu vizinho, conhecido apenas como “Lírio 12 Furos”, na sequência de um desentendimento relacionado com uma bola de futebol, facto ocorrido na última sexta-feira,13, no bairro 4 de Abril, Rua do Colégio Kieto, no município de Belas. A vítima não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer nesta terça-feira, 24, depois de vários dias internado.
Por: Adão Paxi
Segundo Delcia Faustino, prima da vítima, de 38 anos de idade, que falou em exclusivo ao Na Mira do Crime, os factos ocorreram por volta das 10 horas do referido dia, quando a vítima se deslocou ao bairro Facebook, para recuperar uma bola. No local, deparou-se com “12 Furos”, que começou a confrontá-lo devido a um desentendimento ocorrido num jogo anterior.
“Eles estavam a jogar a bola na quinta-feira, 12 e houve um desentendimento. Já na sexta-feira, 13, o meu primo deslocou-se ao bairro Facebook para buscar a bola e deparou-se com o jovem. Ele pediu desculpas pelo que aconteceu na quinta-feira, mas o outro não quis saber de nada e já estava com uma faca nas mãos”, afirmou.
De acordo com a nossa entrevistada, a vítima, ao se perceber da presença da faca nas mãos do agressor, colocou-se em fuga.
Mas a vontade fazer mal ao infeliz era tanta, que o homicida, perseguiu-o, tendo a vítima tentado refugiar-se numa padaria, cuja porta foi fechada.
Durante a fuga, diz a nossa entrevistada, o seu familiar acabou por cair, momento em que o suspeito aproveitou para desferir vários golpes com a faca na perna e, posteriormente, no pescoço.
Após o ataque, a vítima foi socorrida e transportada de urgência para o Hospital Geral, onde permaneceu internado durante 11 dias, não resistindo aos ferimentos e acabou por morrer por volta das 10 horas desta terça-feira, 24.
“Ficou no hospital durante 11 dias e, ontem, foi dado como óbito. Devido ao mau estado da morgue do Hospital Geral, o corpo foi encaminhado para a Morgue Central, no local, fomos informados que seria necessário um documento do SIC, alegando que se tratava de um caso de morte violenta, uma vez que o óbito ocorreu na sequência de um homicídio", descreveu.
Para a liberação do corpo, exigia-se a assinatura do SIC, onde foi feita a participação. No entanto, o referido documento foi emitido sem a respectiva assinatura, disse, a nossa entrevistada.
O Na Mira do Crime apurou que a participação do caso já foi formalizada junto das autoridades da esquadra da Vila Kiaxi, que diligenciam no sentido de identificar e deter o presumível autor da referida acção.










