África do Sul detém 12 oficiais superiores da polícia por suspeita de corrupção
Doze oficiais superiores da policia sul-africana foram detidos por investigadores anticorrupção sob a acusação de corrupção e fraude, informaram hoje os procuradores locais deste país africano.
As detenções ocorrem enquanto decorre um inquérito ordenado pelo Presidente, Cyril Ramaphosa, sobre alegações de corrupção de alto nível na polícia sul-africana, que resultou na suspensão do ministro da Polícia no ano passado.
Uma segunda investigação, conduzida pelo parlamento, está também a analisar alegações de que oficiais superiores da polícia mantinham relações corruptas com supostos chefes do crime organizado e, em alguns casos, teriam recebido dinheiro destes em troca de favores.
A África do Sul tem uma das taxas de criminalidade mais elevadas do mundo e as alegações de corrupção dentro da polícia não são novidade.
As 12 detenções estão relacionadas com um contrato para a prestação de serviços de saúde e bem-estar a agentes da polícia, afirmou a unidade de investigação anticorrupção da Autoridade Nacional de Acusação num comunicado.
Os agentes da polícia compareceram pela primeira vez em tribunal na quarta-feira, juntamente com Vusimuzi "Cat" Matlala, o proprietário da empresa Medicare24 que ganhou o contrato e que é suspeito de ligações ao crime organizado.
Matlala encontra-se atualmente detido numa prisão de segurança máxima por acusações não relacionadas de tentativa de homicídio.
Em julho de 2025, o comissário provincial de KwaZulu-Natal, Nhlanhla Mkhwanazi, afirmou que organizações criminosas e cartéis de droga se tinham infiltrado no corpo policial ao mais alto nível.
Mchunu foi acusado de ordenar ilegalmente o encerramento de uma unidade crucial de combate ao crime, a fim de proteger alegados criminosos que esta estava a investigar, enquanto Sibiya, que também se encontra suspenso, foi acusado de receber dinheiro e presentes de pessoas ligadas ao crime organizado.
Ramaphosa recebeu o relatório provisório da comissão, que recomenda a abertura imediata de inquéritos criminais contra pelo menos 14 indivíduos.
Algumas testemunhas solicitaram depor anonimamente por receio de represálias.
Em fevereiro, um antigo reservista da polícia --- cujo nome foi mencionado durante o inquérito de corrupção --- terá dado um tiro na própria cabeça num posto de abastecimento, poucos dias depois de ter sobrevivido a uma alegada tentativa de homicídio.
Em novembro, um antigo funcionário do departamento de trânsito prestou um testemunho angustiante à porta fechada sobre alegações de tortura e descarte ilegal de um corpo numa barragem por parte de agentes da polícia. Quatro das 12 pessoas identificadas como suspeitas na investigação desse homicídio já estão mortas, informou a polícia.
Semanas depois de prestar testemunho, o antigo funcionário foi alvejado várias vezes à frente da família, junto a sua casa, no sul de Joanesburgo.
C/ Mundo ao Minuto











