É o mesmo suspeito e o modus operandi: Mais uma mulher revela ter sido drogada e assaltada por um criminoso que usa o aplicativo Tinder para atrair às vítimas
Uma jovem de 21 anos de idade, cuja a identidade não será revelada, denunciou ao jornal Na Mira do Crime ter sido vítima de alegada dopagem e roubo, após um encontro com um homem que conheceu através do aplicativo Tinder, na zona da Vila Alice.A vítima, a segunda denunciante que reporta factos idênticos a outro reportado há menos de 10 dias pelo Na Mira, com o mesmo modus operandis e que indicam que seja o mesmo criminoso, esclarece que não foi violada, centrando a denúncia na perda de consciência e no desaparecimento dos seus bens, depois de estar com o marginal no quarto de uma hospedaria na Vila Alice.
Por: Débora Manuel
Segundo relatou, tudo começou quando conheceu o suspeito, identificado apenas por “João”, com quem conversava há cerca de um mês, embora nunca tivessem se encontrado pessoalmente.
A jovem contou que, no dia 17 de Março, o homem insistiu para que o encontro acontecesse num local mais reservado.
“Ele dizia que era melhor um sítio tranquilo, por causa da diferença de idade”, relatou. De acordo com a vítima, ao chegar ao local indicado, na Vila Alice, percebeu que não se tratava de um residencial, mas sim de uma hospedaria.
Ainda assim, decidiu permanecer. “Fiquei com receio, mas pensei que não ia acontecer nada. Depois então entramos directamente para o interior do quarto, porque acho que ela já tinha pago o espaço", explicou.
De acordo com a vítima, minutos depois de ter entrado no quarto, o suspeito e saiu para comprar bebidas. "Ele trouxe três sumos, e eu só bebi um, de laranja, porque não consumo álcool”, explicou.
A jovem afirmou que, inicialmente, a conversa decorreu normalmente. “Falámos sobre trabalho e ele disse que podia me ajudar a conseguir emprego numa loja de telemóveis, mas com o passar do tempo, após consumir o sumo, comecei a sentir-me mal.
Depois fiquei desnorteada, e já praticamente inconsciente”, relatou. A partir desse momento, diz não se recordar do que aconteceu dentro da hospedaria.
“Eu não lembro de mais nada lá dentro, a memória que tenho é já fora do local. Só lembro de estar na rua, a pedir pelo meu telefone”, disse.
A jovem afirma que não sabe como saiu da hospedaria nem como chegou até casa. “Não sei quem me colocou no táxi, não sei como fui parar em casa”, acrescentou.
Familiares da vítima relataram que a jovem chegou em casa num estado alterado. “Disseram que eu parecia uma pessoa drogada.
Eu também acredito nisso, porque não lembro de nada durante aquele tempo”, afirmou. Ao recuperar a consciência, percebeu que havia sido assaltada os seus haveres.
“Levaram o meu iPhone 12 Pro Max, além disso, verifiquei que a minha conta bancária havia sido movimentada sem autorização. Retiraram cerca de 49 mil kwanzas no Multicaixa Express e também consumiram o saldo do meu número”, relatou. Na tentativa de perceber o que aconteceu, a jovem voltou ao local onde o suspeito teria estado antes do encontro.
“A senhora que a princípio nos atendeu disse que ele não estava sozinho, que tinha outra pessoa com ele”, afirmou. A vítima formalizou a denúncia na 3.ª Esquadra da Vila Alice (Pau da Cobra), onde, segundo disse, forneceu todas as informações e indicou locais com câmaras de vigilância. Apesar disso, lamenta a demora no andamento do processo.
“A polícia disse que está a tratar, mas até agora não tenho respostas”, afirmou. A jovem, que pediu anonimato, disse ainda que desde o dia do ocorrido enfrenta dificuldades emocionais.
“Nunca mais consegui dormir bem. Estou muito mal com essa situação”, desabafou. Por sua vez, o Na Mira do Crime entrou em contacto com a porta-voz da polícia em serviço, Seixa, que garantiu que o caso está a ser acompanhado e orientou a jovem a manter contacto direto para o devido seguimento.
Até ao momento, o suspeito não foi localizado. Recorde-se que o Na Mira do Crime denunciou o caso de uma de cidadã de 27 anos de idade, que terá sido drogada e agredida sexualmente por um cidadão apenas identificado como João, no dia 21 do mês em curso, no interior de uma hospedaria situada no Morro Bento, depois de conhecer o suspeita no aplicativo Tinder.









