DIIP-Luanda e o SIC "varrem" município do Belas e recolhe mais de 30 elementos tidos como altamente perigosos
O Comando Províncial da Polícia Nacional em Luanda, através do Comando Municipal de Belas, apresentou, na manhã desta segunda-feira, 04, o balanço provisório da micro-operação denominada "Belas Seguro", com a detenção de mais de 30 elementos, implicados em diversos crimes.
Por: Cambuta Vieira
O Porta-voz da polícia em Luanda, Superintendente-chefe Nestor Goubel, informou que a operação teve o seu início no dia 24 de Abril do ano em curso, e teve como foco às zonas tidas como problemática, tais como os bairros Jacaré 2, Ramiros, Canhanga, Mundial.
"Na base de um trabalho de buscas dirigidas e em sequências investigativas, no policiamento intensivo e ostensivo, sobre tudo nestas zonas, foi possível deter 35 suspeitos, três armas de fogo, duas AKM e uma pistola, sendo recuperadas 8 motorizadas", observou.
O responsável da comunicação fez saber que, entre os detidos, constam Felipe Manuel, de 25 anos de idade, implicado no crime homicídio, tendo sido vítima o seu próprio amigo, assassinado com recurso a um gargalho de garrafa na região do pescoço, no pretérito dia 02 do corrente mês.
Foi ainda detido o cidadão Francisco Jerusalém, de 40 anos de idade, implicado no crime de agressão sexual contra uma menina de 16 anos de idade, que após três anos de abusos constantes a menor, os seus familiares decidiram fazer uma participação. Sublinha-se o facto de, no momento da detenção, os operacionais encontrarem uma arma de fogo na residência do implicado, que usava para alegadamente ameaçar a menor.
Sabalo Domingos, 45 anos de idade, assaltante de motorizada, é reincidente nessas práticas, e foi alvejado na região das costas, quando efectuava disparo de arma de fogo contra os efectivos da polícia.
"O que nós assistimos ao nível do município de Belas, é aquilo que chamamos de sentido de insegurança ressentida, a título de exemplo, no Tanque 2, há muito tempo que não havia assaltos, mas depois aconteceram alguns assaltos em residências, e criou um sentimento de pânico na comunidade, às pessoas ficam aterrorizadas e com medo", explicou Nestor Goubel.
Acrescentou que há um trabalho que está a ser levado a cabo pelos especialistas da Secção Municipal de Investigação de Ilícitos Penais (SMIIP), por intermédio das suas BACs, em coordenação com a ordem pública, DINFOP e o SIC, que está permitir ir no encalço dos indivíduos, para repor o sentimento de segurança.









