DIIP com "dificuldades" de prender dois jovens que atacaram com gargalho de garrafa duas irmãs nos Mulenvos - Uma teve um rasgão no pescoço e foi suturada com 30 pontos
Dois irmãos identificados por Lírio Gaspar, de 21 anos de idade, e Dorivaldo Gaspar, de 16 anos de idade, conhecido também por "Dorivaldo Faz Cauia", estão a ser procurados por ferirem gravemente duas vizinhas que discutiram com uma das suas irmãs, no dia 8 de Maio último, no município dos Mulenvos, bairro Seis Cajueiros.
Por: Solange Figueira
De acordo com às irmãs das vítimas, a discussão começou porque a irmã dos acusados teria alegadamente difamado as denunciantes.
As mesmas foram tirar satisfação e, seguidamente, os dois irmãos passaram a agredi-las. Um deles partiu o gargalo de uma garrafa e atingiu o pescoço de uma das vítimas, causando um ferimento muito grave que foi suturado com 30 pontos.
Já a segunda vítima foi atingida com a garrafa no braço e suturada com 10 pontos.
De acordo com a primeira vítima, Telma Teca Capita, foram brutalmente espancadas e feridas pelos dois acusados.
A discussão aconteceu às 6 horas da manhã. "A irmã do Lírio e do Dorivaldo deu-me uma chapada no rosto. Eles saíram de dentro de casa e começaram a nos espancar, os vizinhos nos acudiram. Pensámos que tudo já tinha terminado, mas o Dorivaldo pulou da janela do meu quarto, que dá acesso ao quintal deles, entrou na nossa casa com uma garrafa partida para espetar na minha irmã. Puxei-o pela camisola com o objectivo de o travar, ele espetou-me duas vezes no pescoço com a garrafa. Na terceira vez, a minha irmã travou-o", relatou, salientando que ele parecia endemoniado.
"Queria matar-me", acusou.
Ela conta que foi socorrida pelas vizinhas, levou 30 pontos: 15 por fora e 15 por dentro. Depois do sucedido, a irmã deles mandou-os fugir.
Tatiana Teca Capita, a segunda vítima, de 17 anos de idade, diz que foi ferida no braço por acudir a irmã.
"Quem começou a bater em mim foi o irmão mais velho, o Lírio. Depois de aleijar a minha irmã no pescoço, eu corri atrás dele porque eles estavam a fugir", contou.
"Senti a dor da minha irmã e fui a correr atrás deles. O Lírio ainda estava com a garrafa nas mãos, picou-me no braço, levei 10 pontos. Eu estava apenas a acudir as minhas irmãs, uma delas está grávida", afirmou.
Dizem que não é a primeira vez que eles agridem as vizinhas. "Eles têm o hábito de lutar e fugir, depois de um tempo voltam ao bairro e nada acontece", sublinharam.
Neusa Manuel Teca, mãe das vítimas, diz que o caso está na esquadra dos Seis Cajueiros.
"O instrutor disse-nos que os meninos não estão detidos porque a mãe deles não os levou. Não entendi nada.
Mesmo eles quase matando as minhas filhas, a polícia ainda me diz que eles têm de ir para a esquadra voluntariamente? Será que eles não estão a ver a gravidade do caso?", questionou.
"À minha filha, a primeira vítima deles, faltou apenas cortar-lhe uma veia para morrer, a segunda feriram-lhe no braço direito. A família deles não está a ajudar com nada", apontaram.
Os vizinhos dizem que os miúdos em fuga são marginais, e a família deles ainda os acode.
Têm lutado com os vizinhos na rua várias vezes; pelo que têm de ser detidos "com urgência".
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto com a família dos acusados, mas não teve respostas.









