Em Cacuaco: Jovem de 34 anos agredido até à morte pela vizinha com ajuda dos filhos, depois de ser acusado de furtar botija de gás butano no interior de uma residência - teve o pescoço e membros superiores partidos
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Samuel Avelino dos Santos, de 34 anos de idade, morreu na madrugada de quinta-feira, 07, após ter sido algemado e brutalmente espancado pela vizinha da sua mãe, identificada como Dona Olga, em companhia dos seus filhos, que o terão acusado de supostamente ter furtado uma botija de gás butano no bairro dos Mulenvos de Baixo, município de Cacuaco.
Por: Kihunga Bessa
Segundo relatos de Rosária Avelino dos Santos, de 39 anos, irmã mais velha da vítima, Samuel exercia a actividade de moto-táxi, além de ter domínio de outras artes, e vivia com ela no município do Cazenga.
Dias antes da sua morte, esta conta que mandou o irmão ao referido bairro para cuidar da mãe, que se encontra doente.
“Nós, como éramos apenas dois e eu trabalho, mandei o meu irmão para cuidar da mãe”, disse a irmã.
Acrescentou que, no dia dos factos, por volta da uma hora da madrugada, Dona Olga, em companhia dos filhos, dirigiu-se até à casa da sua mãe, onde encontraram o infeliz já a dormir, e obrigaram-no a levantar-se e acusaram de ter furtado uma botija de gás butano no interior da sua residência.
Explicou ainda que, em seguida, retiraram a vítima da residência e levaram-no até a uma zona isolada, onde foi algemada e começaram a agredi-lo.
"Durante as aggressões, partiram-lhe o pescoço e os membros superiores, e morreu no local", lamentou.
Sandra dos Santos Clemente, sobrinha da vítima, afirmou que, após a morte, os acusados jogaram o corpo numa lixeira e, para esconder o crime, colocaram um pneu ao lado com a pretensão de queimar o corpo para fazer crêr que havia sido morto pela população.
A família conta que, horas depois do occorrido, a família dirigiu-se até à esquadra das Quinhentas Casas, onde participou a ocorrência e, consequentemente, foi aberto um processo. Segundo conta, inicialmente a polícia não queria entregar o número do processo porque estava a proteger a autora do crime, por se tratar de alguém com posses financeiras.
“Só nos deram o número do processo 423/26 PGR-412, depois de termos feito algum barulho, ameaçando levar o caso aos órgãos de comunicação”, informou.
A família clama por justiça e que os implicados paguem pelo crime cometido.
Fonte ligada ao Comando Municipal de Cacuaco avançou que, no mesmo dia, foram detidas duas pessoas participantes no crime, sendo dona Olga e a filha, tendo posteriormente a filha sido restituída à liberdade pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por ser menor de idade, ficando a mãe para os procedimentos legais.










