"Da Mãe Preta" e "Zezinho" - Líderes do grupo "Turquias" envolvidos em mais de 30 roubos e homicídio de efectivo da PNA capturados (com vida) pelo SIC
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através dos seus operacionais destacados no Comando Municipal do Sambizanga, deteve, no dia 19 do mês e ano em curso, dois cidadãos nacionais identificados como Danielson Gomes, mais conhecido por "Da Mãe Preta", de 24 anos de idade e José Vunge, também conhecido por "Zezinho", de 23 anos de idade, apontados como líderes do grupo de marginais denominado "Turquias", do Sambizanga, por alegado envolvimento em crimes de roubo e homicídio qualificado, com recurso a armas de fogo. Entre as vítimas encontram-se um agente da Polícia Nacional e um outro cidadão de 23 anos, que perderam a vida após serem abordados pelos criminosos.
Por: Kihunga Bessa
Durante o acto de apresentação pública no Comando Municipal do Sambizanga, os suspeitos, sem demonstrar qualquer remorso, confessaram ao Na Mira do Crime a autoria dos crimes, afirmando que o grupo resulta da união de várias organizações criminosas, nomeadamente "Mini Bibi", "PCG", "Marca M" e "Gangue da Noite", entre outras.
Acrescentaram que, para o cometimento dos crimes, alugavam armas de fogo pelo valor de 15 mil kwanzas por cada acção.
Segundo os suspeitos, as armas eram fornecidas por um jovem identificado apenas como "MK", que também chegou a ser detido, mas foi posteriormente colocado em liberdade pelo juiz de garantias, por alegadamente ter sido considerado inocente.
Segundo relataram os suspeitos, no dia dos factos, o agente da Polícia Nacional encontrava-se fardado quando foi abordado por vários elementos do grupo.
"Da Mãe Preta", apontado como líder, efetuou um disparo com uma arma de fogo do tipo AKM, atingindo a vítima na região abdominal. Em seguida, os suspeitos subtraíram a motorizada em que o agente se fazia transportar, tendo posteriormente vendido o veículo por 230 mil kwanzas.
"Eu fiz o disparo. Só sei que o deixámos ali, mas não tinha noção de que ele teria perdido a vida. Só soube quando fui detido", confessou.
O jornal Na Mira do Crime apurou ainda que, no decurso das diligências realizadas pelo SIC, foram detidos vários integrantes desta associação criminosa. Alguns foram colocados em liberdade, enquanto outros permanecem detidos.
De acordo com informações recolhidas junto dos suspeitos, é prática comum do grupo procurar ilibar alguns comparsas para que permaneçam em liberdade e consigam angariar dinheiro destinado ao pagamento de cauções ou de advogados que possam acompanhar os processos judiciais.
Os familiares das vítimas, clamam pela justiça para que os implicados paguem pelos crimes cometido.









