Das redes sociais para a cama - Jovem de 14 anos de idade abusada sexualmente por um cidadão de 23 no Camama - Família denuncia interferências no processo
Uma menor de 14 anos de idade, residente no bairro do Zango-0, município de Calumbo, província de Icolo e Bengo, foi abusada sexualmente por um jovem identificado por Igor Teixeira, de 23 anos de idade, que conheceu nas redes sociais.
Por: Cambuta Vieira
A vítima contou ao Jornal Na Mira do Crime que conheceu o acusado nas redes sociais. Mas depois de quase um mês de conversa, o mesmo pediu que a conhecesse pessoalmente.
No passado dia 26 de Junho, por volta das 14 horas, o acusado terá chamado um táxi que foi a busca da vítima no Zango-3. Esta, por sua vez, convidou a prima para a acompanhar, porque nunca se encontraram pessoalmente com o jovem.
Chegadas à casa, ambas entraram, e Igor saiu para comprar franguité, batatas e sumo, mas elas disseram não ter fome.
De repente, o implicado pegou na menor e a levou à força para o quarto, tendo de seguida fechado a porta e abusado sexualmente a menor.
"Ele despiu as suas roupas, fechou-me no quarto, forçou-me a praticar sexo sem preservativos e ameaçou-me dizendo que se eu gritasse, colocaria a minha vida em perigo. Dada a insistência da prima que, do outro lado, implorava para que me deixasse sair, o agressor abriu a porta e nos levou de volta em para a casa", descreveu.
A vítima contou que, por volta das 20 horas, foram deixadas nas proximidades de casa, com a recomendação de não falar nada a ninguém sob pena de pôr a sua vida em perigo. "Quando cheguei à casa expliquei tudo à mãe, que, de imediato, comunicou o motorista por aplicativo, pedindo o endereço, tendo sido possível chegar à casa de Igor", referiu.
Senhor Bumba, tio da menor, disse que, ficaram a saber do desaparecimento das menores durante o dia, quando a empregada comunicou a ausência delas, por volta das 20 horas. "Elas apareceram, mas a minha sobrinha que foi abusada estava toda trémula e tonta; acabou por confessar o acto", disse.
"Ligamos ao motorista de aplicativo, explicamos-lhe o que havia acontecido, e ele não hesitou e cooperou, levando-nos até à casa do agressor. Naquela mesma noite, começamos com as investigações", precisou.
Bumba disse existir um descontentamento da família da vítima por notarem que o caso está sendo viciado, tudo porque a mãe do jovem vive no exterior do país e que a família tem muito dinheiro. "Eu, no sábado, fui chamado por um dos tios do acusado para ver se desse alguma coisa, mas nós recusamos", revelou.
Depois de ser transferido para o comando municipal da Camama, em tom arrogante Ígor dizia: "tirem-me daqui, vocês falaram que eu sairia hoje, o advogado respondeu que não devia se preocupar, ele amanhã vai sair, já cozinhei tudo, é só mais uma noite".
Fez saber que quando foram à procura dele, os vizinhos diziam que este é o trabalho dele: namorar as raparigas de menor de idade. "Depois disso, indicaram-nos o local onde ficava a conviver, mas não se encontrava lá naquele momento. Ligaram para ele e Igor respondeu que "não queria falar com ninguém, mas orientou para que falassem com os seus pais".
A família obteve informações de que ele estava no bairro e foi para lá junto com a polícia e foi detido e levado para à esquadra do Camama 01, onde assumiu ter consumado o acto.
"Naquele momento, fizemos alguns exames no laboratório do SIC, onde nos foi informado que vão notificar o investigador que vai buscar os resultados", referiu.
Contactado o porta-voz do DIIP, Quintino Ferreira, este garantiu pronunciar-se oportunamente.








