Quer pagar tudo para que o caso não se torne público: Pastor da igreja Centro Missionário Antioquia (Gustavo Biyecula) acusado de agredir sexualmente menor de 15 anos de idade
Uma menor de 15 anos de idade, residente no bairro do Catambor, município da Maianga, foi supostamente agredida sexualmente pelo cidadão Gustavo Biyecula, suposto pastor da igreja Centro Missionário Antioquia (CEMA), no pretérito mês de Fevereiro do ano em curso.
Por: Cambuta Vieira
A vítima, em entrevista exclusiva ao Jornal Na Mira do Crime, afirma que passou a frequentar a igreja CEMA no mês de Janeiro a convite da sua madrasta, que também frequenta a referida denominação religiosa.
Conta que, passado um mês, o pastor começou a fazer jejum e pediu a sua madrasta para que a vítima passasse a cozinhar para ele, pois quem deveria fazer esse trabalho só poderia ser alguém virgem.
A vítima conta que ia a igreja e fazia os trabalhos, que era de cozinhar para o acusado.
"Um dia o pastor Gustavo disse-me que gosta muito de mim como filha e que poderia me ensinar um jeito de me prevenir quando eu tivesse que me envolver com um homem, afirmando que já fez também com outras meninas, mas eu recusei" disse.
"Depois de passar um mês, cheguei tarde à igreja e o pastor me disse que, estava de castigo e, para ultrapassar o tal castigo tinha que lhe beijar, eu sai para fora, ele me ameaçou dizendo que ia ligar na minha mãe a dizer que estava a me comportar muito mal, então eu voltei para dentro, e depois ele começou a me beijar e a passar a mão no meu corpo", detalhou.
Recorda que a primeira agressão sexual foi no mês de Fevereiro do ano em curso, no interior da casa do referido pastor.
"Fui até lá pegar as chaves da igreja, ele me agarrou na cintura me disse para não gritar, não falar nada e me violou, quando voltei para casa fiquei muito triste e não falei nada porque era a minha palavra contra a do pastor, outro dia, no interior da igreja, fechou as portas e fez novamente sexo sem preservativo, e disse-me que se eu falasse a qualquer pessoa, eu teria uma maldição pelo resto da minha vida", chorou.
Depois de alguns dias, a menor conta que decidiu contar tudo para sua madrasta, e esta disse que não podia contar isso ao seu pai, por ser muito agressivo, e poderia manchar o bom nome da igreja.
Senhor Garcia, pai da menor, entrevista exclusiva ao Jorna Na Mira do Crime, disse que a filha vivia com a madrasta e foi ela que levou-lhe a igreja, mas antes porém, havia dito na mesma
que não levasse a menina para a igreja, porque não confia nestes pastores que fazem actos indecorosos.
O pai conta que se apercebeu dos factos no mês de Maio, quando viu a conta da filha no Facebook , com um número de telemóvel desconhecido.
"Decidi investigar e dei conta que era o contacto do telemóvel do pastor, conversei com a minha filha que acabou por dizer que foi violentada duas vezes pelo pastor", denunciou.
"Daí fomos até a igreja, mas não encontramos o Gustavo porque a madrasta já havia lhe alertado e colocou-se em fuga, para o nosso espanto, apareceu outro líder da igreja a tentar abafar o caso. Mesmo fugitivo o pastor Gustavo deu uma TV plasma, valores monetário, uma garrafa de gás butano e uma geleira, para a minha esposa para não falar sobre o caso", alertou.
Não satisfeito, conta o pai da vítima, o pastor enviou áudios a dizer que estava disposto a pagar tudo que pedissem, desde que o assunto não se tornasse público, tendo delegado outros pastores para negociar.
"Eu fiquei muito chateado e decidi tornar público, neste momento o processo está no comando municipal da Maianga, estamos aguardando os exames do laboratório", disse.
A equipa deste jornal deslocou-se até a igreja CEMA, onde fomos recebido pelo responsável Jonatan Mateus Pedro, que afirmou terem o domínio da situação, e que o pastor Gustavo terá dado alguns eletrodomésticos e valores monetários a madrasta da vítima.








