Médica assassinada em Luanda com vários golpes de faca no interior do seu apartamento
A cidade de Luanda ainda despertou do choque, depois de tomar conhecimento da violência gratuita e mortal em que foi vítima a cidadã Márcia dos Santos, chefe de departamento das Finanças da Movicel, assassinada na passada sexta-feira, 11, e, estando o Serviço de Investigação Criminal (SIC) no processo de investigação, a capital angolana volta a estar em choque, pela morte de mais uma mulher angolana, da pior forma possível.
Os crimes violentos que vão acontecendo amiúde em Luanda, carregam um grau de violência assustador, e terminam, na maior parte, da forma mais desumana possível.
Desta vez, a vítima foi Ângela Valente, de 54 anos de idade, médica de profissão, formada em medicina interna no Brasil, morta com vários golpes de faca de cozinha no rosto e abdómen, por bandidos até agora desconhecidos.
Residente no município de Luanda, bairro Alvalade, os vizinhos e colegas ainda continuam a acreditar que o grau de violência aplicado neste crime, não foi contra a “dócil Gigi”.
Primeiro contacto com o corpo de Ângela
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, Álvaro Paiva, irmão mais velho da vítima, conta que encontrou a sua irmã na sua casa, na terça-feira, 22, por volta das 14horas, já sem vida, deitada numa bolsa de sangue na cozinha, com o antebraço direito apoiado na cabeça como se fosse uma almofada.
“Do jeito que a encontrei, pareceu-me que a minha irmã sofreu bastante, e que em determinado momento, durante acção maldosa dos infelizes, deixou de lutar pela vida, eles golpearam-na até a morte”, chorou.
O irmão da malograda, acredita que os criminosos a conheciam bem, por isso, “por mais malvados que sejam, não deveriam ter feito aquilo com ela. A minha irmã foi uma pessoa muito doce, ela sempre ajudou as pessoas no hospital, não merecia este fim, pelo menos pelo contributo prestado à Nação, enquanto médica”, lamentou.
Colega acredita que meliantes erram na pessoa
Falando ao Na Mira, uma colega de Ângela no Hospital Militar Central, explicou que os bandidos devem ter confundido a pessoa, “ela nem sequer um smarthphone tinha, usava um telefone de botão, acho que os bandidos devem ter confundido a casa ou a pessoa, ela era muito meiga e de trato fácil”, explicou.
Crime foi cometido quando Ângela preparava-se para sair para almoçar
O Na Mira do Crime soube de uma fonte familiar no local do óbito, que a data dos factos, a vítima encontrava-se em casa, a espera do esposo para juntos irem ao almoço, como sempre foi hábito do casal, após a reforma da esposa como médica profissional.

Movimento bancário foi feito em Novembro
Ao contrário do que foi veiculado por alguns órgãos de comunicação social, a malograda não saiu de casa para o Banco ou ao ATM, para levantar dinheiro, e, por outra, a mesma não tinha intenção de viajar para Portugal.
Carlos Paiva sobrinho da vítima, explica que foi a última pessoa na família que acompanhou a tia para efectuar movimentos bancários, e na terça-feira, 22, a tia estava em casa a espera do esposo que saiu para trabalhar.
“Tenho a certeza que a minha tia, no dia do crime, não saiu de casa. Ela fez comigo um levantamento de mil dólares no dia 25 de Novembro. A minha tia, não pretendia viajar para Lisboa, mais sim para Brasil onde está a filha”, garante.
Crime em plena luz do dia, numa zona movimentada, sem nenhuma testemunha
Carlos Paiva, revoltado, diz não entender como é possível no centro da cidade, e nas barbas da polícia os meliantes assassinar uma cidadã em plena luz do dia, sem que nenhum vizinho soubesse.
“Como o nome dela diz, ela foi para os mais próximos um anjo na terra. A família não está a acreditar que as pessoas que ela ajudou enquanto médica, lhe pagassem com esta moeda”, lamenta.
O apartamento onde vivia o casal foi encerrado pelo SIC, e neste momento estão a ser feitas perícias para se desvendar o crime.
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