Adolescente de 15 anos brutalmente assassinado por causa de um telefone e par de ténis
Um adolescente de 15 anos de idade, que em vida atendia pelo nome de Simão dos Santos Miguel, carinhosamente chamado por Mauro, foi brutalmente assassinado em plena luz do dia, na terça-feira, 26, no Bairro Belo Horizonte, quando regressava da Escola Comandante Loy, situada no Luanda Sul, Município de Viana.
Por: Matias Miguel
Esteves Simão Miguel, pai do malogrado, falou em exclusivo ao Na Mira do Crime e contou como soube da morte do filho.
“Eram por volta das 16horas quando eu regressava do serviço, e deparei-me com um grupo de pessoas que corria até a um matagal do quintalão da TPA, junto ao Condomínio das Acácias”, curiosamente, explica, “perguntei o que se passava aí, e uma senhora disse que um miúdo que vinha da escola Comandante Loy, no Luanda Sul, foi assassinado”.
“Fui lá ver e… era o meu filho”, chorou.

De acordo com o pai, o seu filho estava a ser perseguido por um jovem que vestia uma camisa de cor laranja.
“Duas senhoras, domésticas, saiam do condomínio e assistiram tudo. O menino apercebeu-se que alguém o perseguia e começou a correr, e um jovem de bom porte físico, como dizem as senhoras, conseguiu alcançar o rapaz e começou a lhe arrastar para debaixo de uma árvore”, contou.
De acordo com o progenitor que falava com dificuldades por tamanha perda, Mauro ainda gritava por socorro, suplicava por ajuda, uma das senhoras ainda correu até portaria do Condomínio Acácias para pedir ajuda, mais os guardas da empresa privada ESPE, rejeitaram acudir o miúdo.
Minutos depois, as senhoras foram até ao local onde o menino suplicava por ajuda, e encontraram o corpo do adolescente já sem vida.
“Partiram o pescoço e colocaram areia na boca, levaram o telefone e as sapatilhas”, lamentou o pai.
Família suspeita que a morte do menino foi encomendada por uma vizinha
Um desaguisado entre a família de Esteves Simão Migue e uma vizinha é apontado como a principal causa da morte do adolescente Simão dos Santos Miguel.
De acordo com a mãe do menino, Ana Bela Rosa dos Santos, uma vizinha de nome Jurema, em 2019, terá deixado o telefone em sua casa para carregar, sem que avisasse os donos de casa. Minutos depois o telefone desapareceu.
A Jurema, irritada, conta, prometeu que haveria sangue naquela família. Uma semana depois, isto em 2019, “recebemos uma notificação para nos fazer presentes na esquadra do Grafanil, onde ela tem esquema. Moramos no Bairro Belo Horizonte, mas a notificação veio do Grafanil”, observou.
Porém, lembra, por insuficiência de provas, o investigador do SIC de nome Salvador Adão, tinha encerrado o caso.
Caso renasce dois anos depois
Dois anos depois, isso no dia 15 do ano em curso, dois polícias foram até a casa da senhora e entregaram outra notificação.
“Quando fomos a esquadra, notamos que tinham trocado o Instrutor, agora era um senhor de nome Adriano Gaspar, mas não fomos atendidos porque a queixosa não estava presente. Voltamos na sexta-feira 22, e ainda assim não fomos atendidos”.
No entanto, conta a mãe, Mauro explicou que na última segunda-feira encontrou-se com a vizinha Jurema na sua escola, e esta conversava com um senhor. O filho notou que a mesma entregava dinheiro ao desconhecido.
Mauro era o primeiro de três filhos do casal.










