Caso Érica Basílio: Sentença pode ser conhecida hoje
O caso que chocou a sociedade no passado dia 1 de Janeiro de 2020, em que foi vitima a jovem Érica Basílio de 20 anos, que foi morta a facada na Ilha do Mussulo, na sequência de uma festa de révellion, pode conhecer hoje a sua sentença.
Por: Carla Nayara
Depois das alegações finais, ocorrido na passada terça-feira, 27 do mês findo, o dia de hoje, foi marcado para leitura dos quesitos, e suas respostas, que culminará, provavelmente, com a leitura do acórdão, que deverá determinar a participação ou não de Vivaldo Luís Domingos, de 23 anos de idade, como algoz da Érica.
Entretanto, até a última audiência de julgamento, o principal suspeito, Vivaldo, alega ser inocente. Porém, Daniela Loire, amiga da malograda, que presenciou o crime, aponta-o como o verdadeiro autor.
O caso
Fontes policiais afirmam que o assassinato ocorreu por volta das quatro horas da manhã do primeiro dia do ano novo, de 2020, no bairro Cambaxi, zona da Bóia Amarela, no exterior de uma festa.
A vítima teria ido à casa de banho na companhia de uma amiga, e por falta de condições optaram por fazer as necessidades num recinto ao lado, quando foram interceptadas por elementos masculinos, que tentaram estuprá-las.
A amiga conseguiu fugir e pedir socorro na festa e quando regressou ao local na companhia de mais pessoas, encontraram Érica Basílio a esvair-se em sangue por ter sido golpeada com arma branca ao resistir à violação do bando assassino, a quem teria arremessado algumas pedras.
Érica Basílio ainda foi transportada a clínica Girassol, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos na região torácica., tendo falecido mesmo antes de chegar à unidade hospitalar.
Cinco suspeitos, com idades entre 23 e 25 anos, encontram-se detidos, nomeadamente "Vivi", "Peter", "Chulo", "Kikito" e "Zé Kalanga" como são conhecidos.
Érica Basílio vivia na Inglaterra onde cursava engenharia, sendo uma das melhores alunas da sua formação.
Veio a Angola gozar a quadra festiva na companhia dos familiares, tendo escolhido um baile na ilha do Mussulo para a noite de passagem de ano, acabando por sucumbir neste ignóbil acto de mais um caso de violência contra a mulher.
Antes de ir para a festa, Érica ainda fez uma selfie com a sua mãe, Júlia, momentos após a transição de ano, cujas fotos correm nas redes sociais.










