Restos mortais do bombeiro alvejado por meliantes repousam no Cemitrério da Camama
Os restos mortais de João Morais António, de 31 anos de idade, subinspector do Serviços de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), alvejado por marginais, no passado sábado, 30, no Golfo 2, Bairro 28, rua 2, foi a enterrar nesta quarta-feira, 03, no Cemitério da Camama.
Por: Agostinho Paulo
No último adeus, familiares, colegas e amigos despediram-se do “Bedex”, como também era tratado no seio familiar, com choros, gritos e lágrimas, clamando reiteradas vezes por justiça.

Mateus Joaquim António, tio da vítima, em exclusivo ao Na Mira do Crime disse que a família, está devastada com a morte prematura do “modelo da família”.
Segundo o tio, o seu sobrinho encontrava-se em casa, junto da sua família, quando surgiu um amigo que o convidou para ir beber uma cerveja, numa cantina localizada a escassos metros de casa.
"Postos na cantina, começaram a beber e na segunda rodada, viram dois motoqueiros que estavam a ser perseguidos por marginais, e decidiram parar justamente no sítio em que se encontravam os dois amigos para pedir socorro", conta.
"Os meliantes”, continua o tio, logo que encontraram os motoqueiros, começaram a disparar a queima-roupa, tendo atingido o meu sobrinho com dois tiros, no lado esquerdo do peito, acabando por sucumbir no local", chorou.
Mateus António roga às instâncias competentes que tragam a público os autores deste bárbaro acontecimento.
"Não quero acreditar que este crime fique impune. Dizem que a moto que carregava os bandidos tem o dispositivo de GPS, logo, a Polícia tem mecanismos para esclarecer o crime", explicou.
Segundo o familiar o jovem assassinado pelos bandidos é quem cuidava da sua mãe.
João Morais António deixa viúva e dois filhos, um de oito anos e outro de quatro anos de idade.










