Agente da Polícia morto a tiro por marginais a escassos metros da sua unidade
Um Agente da Polícia Nacional, Arilton da Silva, de 27 anos de idade, especialista em Cinotecnia foi alvejado mortalmente por marginais, na Sexta-feira, 12, um dia depois do seu aniversário, quando em serviço tentava socorrer estudantes que estavam a ser assaltados na via pública.
Segundo a corporação, o crime ocorreu por volta das 19:40 minutos na Rua da Kia, imediações do Centro de formação de adestramento de Cavalaria e Cinotecnia da Corporação, em Luanda, onde o malogrado em companhia de um colega realizavam serviço de patrulhamento apeado e depararam-se com um grupo de marginais a assaltar estudantes que transitavam por aquela via.
Na intenção de frustrar a acção, os meliantes efectuaram tiroteios tendo um deles atingido a zona lombar do agente “Ary”, que ainda foi socorrido para o hospital dos Cajueiros, onde acabou por falecer, por não resistir aos ferimentos.
Os autores do crime, numa composição de quatro elementos, entre eles uma mulher, colocaram-se em fuga em duas motorizadas.
Zona é fértil em criminalidade
Segundo estudantes, neste mesmo dia e nas mesmas horas, pararam, defronte a Universidade Católica de Angola, em direcção ao Sanatório de Luanda, a alguns passos da loja Seaside, duas motorizadas com quatro jovens armados próximo de um grupo de estudantes que estavam na paragem a espera de táxi.
Nos últimos, de acordo com estudantes, tem-se verificado alguns assaltos naquela circunscrição da Universidade Católica.
“E ao que me apercebo não é de hoje, mas nestes tempos parece que o problema se intensificou, sobretudo no período nocturno, estará ameaçado a segurança das pessoas se circulam aquele perímetro e sobretudo estudantes, sendo que estes constituem o maior alvo dos assaltantes por aí?” questionou um dos internautas na página da PNA, pedindo que haja um real patrulhamento da Polícia naquele perímetro naquelas horas.
“À Universidade, é fundamental que se informe a comunidade académica e mais ainda a Polícia Nacional sobre essas ocorrências que, no final, tornam mais pesada a vida de estudantes daquele período. Precisa-se agir antes que se percam mais vidas”, pediu.
Agentes da Polícia patrulham sem os devidos equipamentos
A falta de equipamentos para os efectivos que patrulham as ruas do país, tem sido debatido há largos anos.
A conversa vem à baila, sempre que um efectivo morre em serviço, às vezes em condições que poderiam ser evitadas.
Os bandidos de Angola vão munidos com arma de guerra, principalmente AKM, com carregados apetrechados. Os agentes da Polícia Nacional, às vezes, usam as mesmas armas mas apenas com quatro ou cinco munições. Os meliantes, quando enfrentam a polícia, dispararam para matar, é importante que o comandante-geral, Paulo de Almeida, tenha em conta que o uso de coletes à prova de bala é importante para esta actividade, e salvam vidas.
O Na Mira do Crime sabe que Arilton foi formado no centro de instrução Mártires da Môngua, no município de Ambriz, no 16º curso, e foi do primeiro batalhão 2cia.










