Rixa: Líder do grupo TDT assassinado com catanas e picos de pinchos que perfuraram o coração
Firmino Huambo, mais conhecido por Nerú, de 21 anos de idade, líder do grupo TDT, morreu na sexta-feira, 09, por volta das 20horas, depois de uma rixa que envolveu os grupos TDT e Turma B, no município de Viana, distrito urbano do Zango, rua 6.
Por: Matias Miguel
A rivalidade entre os dois grupos, de acordo com Fernando Rufino da Costa, de 17 anos de idade que agora assume a chefia da gang TDT em substituição do falecido, começou no recuado ano de 2017, quando o seu grupo agrediu membros do grupo rival, e terá deixado marcas indeléveis nos corpos dos mesmos. E sem esquecer, afinal, o grupo Turma B, liderado por Ti Malandro, seguiam os TDT minuciosamente com vista a retaliar.
O dia da vingança
Na sexta-feira, 09, Firmino Huambo, em companhia de dois amigos, dirigiram-se a uma cantina por volta das 20 horas para comprar dragão. O que não sabiam, é que o grupo rival estava preparado para ripostar.

“Estávamos sentados junto a uma cantina quando chegaram cerca de dez elementos e começaram a nos agredir… deram-me com uma catana do braço, de seguida um ferro da cabeça depois riscaram-me o pescoço com a mesma catana, o Nerú veio a minha defesa e aproveitei fugir, o outro meu amigo também conseguiu fugir”, contou Fernando Rufino, acrescentando que o Nerú não teve a mesma sorte.
“Nessa de fugir alcançaram o Nerú, que tentou entrar numa casa onde havia festa. Bateram-lhe com ferro, ao tentar defender-se com os braços espetaram-lhe vários golpes de picos de pincho nas axilas que perfuraram o coração…ainda assim, deram-lhe mais com várias catanadas do braço”.
Quero vingança
“Isso não pode ficar assim, isso não pode ficar assim, eu quero fazer vingança, quero vingança”, gritava aos quatro cantos no novo líder dos TDT.
“Nós conhecemos bem quem são eles.. o Di Mário, Taison, Murtala e o Ti Malandro, eles fatigaram o meu camone, preferia que me fatigassem a mim, o Nerú deixa um filha de meses, eles vão pagar”, prometeu.
Violência aplicada choca família do malogrado
Carlos Sanguengo Huambo, pai do malogrado, consternado com a perda do filho, por sinal seu primogénito, teve que fazer um esforço para falar ao Na Mira do Crime. Com a voz rouca de tanto chorar, explicou deu dinheiro ao filho para ir à cantina, passados 15 minutos, vinha o amigo já totalmente cortejado, gritando que fatigaram o Nerú.
“Corremos até ao local e encontramos o meu filho sem vida jogado numa lagoa em frente a uma cantina…os meliantes usaram catana e chuchos (pico de pincho), um dos picos entrou pelas axilas e perfurou o coração e saiu pelo peito”.
“O Nerú era o meu guarda, o meu companheiro, meu braço direito, compatriota, trocávamos ideias, não me recordo de ter-me recusado alguma coisa quando o mandava, e até lhe apelidei de Sim, porque só dizia sim pai”, deplorou










