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Presidente do Haiti assassinado na sua residência privada

Presidente do Haiti assassinado na sua residência privada


O Presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado durante a madrugada desta quarta-feira. A notícia, que começou a ser divulgada pelos jornais locais, foi entretanto confirmada pelo gabinete do primeiro-ministro interino.

Segundo o comunicado emitido, Jovenel Moïse foi morto por umgrupo de indivíduos não identificados, alguns falantes de espanhol, que invadiram a sua residência privada nos arredores da capital haitiana, Port-au-Prince, pela 1h (5h em Lisboa) desta quarta-feira. A mulher do Presidente, Martine Moïse, sofreu ferimentos, tendo sido hospitalizada. Não foi divulgado o seu estado de saúde.

Classificando o homicídio como um “ato odioso, desumano e bárbaro”, Claude Joseph, que substituiu Joseph Jouthe como primeiro-ministro interino em abril depois de este apresentar subitamente a demissão após três meses no cargo, apelou à calma da população.

Joseph, que deveria ser substituído esta semana e que é agora a mais alta figura do Estado, garantiu que a segurança do país está assegurada e que todas as medidas foram tomadas para garantir a “continuidade do Estado”.

O Haiti, um país que continua a lutar pela democracia, atravessa um momento particularmente conturbado, marcado por grande instabilidade social e política, que incluiu o escalar da violência entre grupos criminosos armados. Na semana passada, um massacre na zona de Port-au-Prince provocou a morte de, pelo menos, 20 pessoas, informou uma organização não-governamental haitiana.

A esta situação vêm-se juntar as dificuldades em lidar com a pandemia do novo coronavírus. O Haiti, um dos mais pobres das Caraíbas, aguarda ainda a chegada da primeira remessa de vacinas ao abrigo do programa internacional COVAX.

Jovenel Moïse tem sido apontado como o principal responsável pela crise que o país enfrenta. Manifestações pela sua demissão causaram vários mortos nos últimos dois anos. Em junho de 2019, um protesto contra o Presidente provocou pelo menos sete mortos e mais de uma centena de feridos.

No início deste ano, uma nova onda de protestos varreu o país após Moïse ter-se recusado a abandonar o cargo. De acordo com a oposição, o mandato do Presidente terminou a 7 de fevereiro, quando fez cinco anos que o seu antecessor, Michel Martelly, abandonou o cargo. Milhares de haitianos voltaram a sair à rua. Em resposta, foram detidas 23 pessoas, incluindo um juiz e um polícia, que teriam tentado matar Moïse e apoderar-se do poder.

“O objetivo destas pessoas era atentar contra a minha vida”, disse na altura o governante, de acordo com o The New York Times. “O plano foi abortado.”

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