Portuguesa acusa angolanos de terem assassinado o seu marido
A viúva marca presença no tribunal mais magra, com um vestido azul, pelos joelhos, subtilmente maquilhada e com uma imagem cuidada. Em contraponto surge António Joaquim com um ar cansado e abatido e de fato escuro à semelhança da aparência da sessão anterior.
Renato Grilo é o primeiro a ser ouvido - ele que é assistente no processo mas que tem direito a não prestar declarações devido à idade e a ser filho da arguida - e este testemunho poderá também ser determinante para sustentar a versão dos angolanos apresentada por Rosa Grilo. A criança não quis testemunhar em frente à mãe e ao amante da mesma pelo que está a ser ouvido sem a presença dos arguidos.
Num primeiro interrogatório, Renato tinha desmentido a mãe alegando não ter visto qualquer sinal de angolanos na sua casa, ao contrário das alegações da mãe.
Esta sessão será dedicada a ouvir as 20 testemunhas que foram arroladas pelo Ministério Público. 10 deverão testemunhar ao longo da manhã e as restantes 10 serão ouvidas da parte da tarde.
A empregada de Rosa e Luís é uma das 20 testemunhas arroladas pelo MP que pode mesmo ser a chave para este caso uma vez que conhecia a rotina da família.
O julgamento é aberto ao público pelo que se formam filas cerca de uma hora antes do início da sessão para entrar na sala de audiências. Os lugares são no entanto limitados a 30 pessoas.
Na última sessão, Rosa foi confrontada com a carta que enviou a António Joaquim na cadeia onde dizia que tudo seria resolvido e que ainda amava o amante. Reconheceu na audiência de julgamento que enviou a missiva dissimulada na correspondência de uma outra reclusa que também escrevia ao namorado a partir da cadeia.
A sessão foi ainda marcada por muitas contradições da viúva que mantém a versão de que o triatleta terá sido morto por angolanos.










