Efectivo do SIC morre com tiro na cabeça, família diz que colega executou o oficial
Mauro Denilson Bravo Figueira, de 33 anos de idade, Subinspector do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocado na província de Malange, com as funções de chefe de Departamento de Investigação Criminal do município de Massango, perdeu a vida em circunstâncias pouco claras, no dia 12 de Setembro, em Malange, por volta das 19horas, quando o mesmo se encontrava na sua residência.
Por: Matias Miguel
Em conversa mantida com um dos seus irmãos que não se quis identificar por temer represálias, o familiar contou ao NA MIRA DO CRIME que Mauro foi executado com um tiro na cabeça por um colega do malogrado, que é suposto amante da sua mulher.
“Nós, família, Tomamos conhecimento da morte do nosso irmão por volta das 21h30, de domingo, 12, por intermédio da sogra do meu irmão, que já se encontrava na residência dele, com a mulher, dois filhos e um sobrinho. Mas o que mais nos inquieta, foi movimento que os agentes do SIC fizeram, ao retirar o corpo do Mauro do chão e colocarem no sofá, e depois removerem o corpo para a morgue sem sermos tidos nem achados”, lamentou.
“No dia seguinte”, continuou, “um grupo da família que estava em Luanda, deslocou-se à Malange, e contactamos a direcção do SIC local, e um dos oficiais que nos recebeu, explicou que o meu irmão suicidou-se no sofá de casa. Esta foi a primeira contrariedade, porque afinal foi na porta de casa. Segundo, fomos para a morgue e observamos que o tiro não entrou do lado direito, mas sim do esquerdo, e o nosso irmão era destro, e para espanto, a esposa chorava e questionava porque o Mauro se matou no sofá de casa...”.
Segundo o nosso entrevistado, voltaram a questionar a viúva como é que a bala entrou do lado esquerdo da cabeça do Mauro, e o projectil que estava na parede também estava do lado esquerdo?
“Se o tiro entrou pelo lado esquerdo, o projetil tinha que estar do lado direito, onde saiu o tiro”, observou.
Família desconfia que colega organizou tudo
Para a família, Yuri de Melo, colega do malogrado, é o principal culpado da morte do subinspector, e montou um forte aparato de agentes do SIC para barrar a investigação da família.
“Eles não permitiam que as pessoas falassem com os demais, para tentar saber mais do caso, o meu tio foi convidado a abandonar o óbito, porque eles suspeitavam que ele fazia uma investigação paralela com os seus colegas das FAA. Existem fortes indícios de que o chefe Yuri de Melo é amante da minha cunhada, os dois terão planeado a execução do meu irmão, e para tal”, denunciam, o oficial de investigação terá contado com ajuda de colegas mais próximos.
Primeiro a chegar ao local
A terceira suspeita, apontam os familiares, é que Melo foi o primeiro homem a chegar no local do crime, “e desligou o cabo de energia de casa, o que não é normal, porque inibiu os vizinhos de observar o interior do quintal”.
Segundo o nosso entrevistado, antes do crime, o casal teve uma forte discussão.
Família da esposa apagou vestígios
“O meu tio que vive em Malange, tão logo tomou conhecimento do caso, dirigiu-se ao local, mas já o corpo tinha sido removido... estava tudo limpo, não havia mais vestígios de sangue... o SIC diz que foram os familiares da esposa que limparam, mas, para espanto, no fundo do quintal ainda havia sangue, então perguntamos, como foi lá parar?”.
SIC Vai ouvir as partes

No entanto, o NA MIRA DO CRIME contactou a direção central do SIC em Luanda, que em nota, fez saber que foram cumpridas todas formalidades relativas à remoção de cadáver bem como realizou-se no local a extracção de vestígios mediante técnica criminalística, sendo um procedimento normal em todas as remoções. Seguiu-se à posterior e de forma rigorosa uma perícia médico-Legal que determinou as causas da morte, mediante exame directo cadavérico, sendo que esta informação foi prestada à família. Porém, face às reclamações dos familiares, e para que se aclare de forma conclusiva toda essa contenda, foi aberto um processo de averiguações para ouvir as partes em sede das acusações levantadas.
O NA MIRA sabe que o malogrado foi a enterrar no cemitério do Camate, e deixa três filhos.










