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Suposto agente da Polícia mata filho da vizinha à pancada

Suposto agente da Polícia mata filho da vizinha à pancada


Um Agente da Polícia Nacional, identificado por Nelson Gaspar, está a ser acusado de assassinar um jovem de nome António Silvestre Muxito, de 21 anos de idade, por suspeitar que este assaltou a sua residência e subtraiu a placa de uma viatura

Por: Matias Miguel

Em choros, a mãe do jovem, que é deficiente física, procurou o NA MIRA DO CRIME para implorar que a denuncia chega aos órgãos de justiça, e que se faça justiça.

O crime que ocorreu no bairro Zona Verde 3, rua 24, município de Belas, tem contornos arrepiantes, e mostra a violência de como o jovem foi assassinado.

Ana Silvestre, de 55 anos de idade, mãe da vítima, contou a este portal que no dia 08 do mês em curso, isto numa sexta-feira, por volta das 8h00, ficou surpreendida ao escutar a voz do filho que chegava já rouca.

“Foi assim que saí para rua e percebi que era o meu primogénito, e que menos de 30 minutos despediu-me que ia ao serviço, vinha arrastado pelo vizinho e o seu irmão no meio de bofetadas, arremesso de paus e tinham em mãos um bidão de gasolina e uma caixa de fósforos para queimar o meu filho”, lembrou em prantos, explicando que o vizinho polícia ordenava os jovens que assistiam para chamar a mãe do malogrado para assistir tudo.

“Quando eu sai do quintal, e depois dele se aperceber que eu era a mãe do menino, despejou gasolina no corpo do meu filho, e tentava acender o fósforo, então corri até ele e pedi ajoelhada,   e rogava para não matar o meu filho  na minha presença e da irmã de apenas 12 anos de idade”, explicou, acrescentando que, foi assim que o irmão do homicida voltou a colocar a caixa de fósforo no bolso.

“Perguntei ao vizinho o que estava a se passar, e ele disse que o Tony assaltou a casa dele em companhia de mais três meninos”.

Pau nos ânus

  De acordo com a nossa entrevistada, não satisfeitos com a violência que aplicavam ao jovem, os malfeitores colocaram um pau no ânus e exigiam a mãe que assistisse a violência.

“Colocaram o meu filho no interior do quintal e pediam para assistir a tortura, não resisti, foi bater as portas dos vizinhos pedindo socorro, ligou-se para a Polícia mas estes diziam não ter viatura para movimentar a tropa, então eles continuarem a bater, até às 15horas quando já não se ouvia mais a voz do meu filho”, chorou.

De seguida, conta, o suposto agente da Polícia mandou chamar a mãe do jovem agredido.

“Ainda perguntei ao menino que foi me chamar se o Tony estava morto, ele disse que não sabia, fui ao encontro do senhor e ele disse que o meu filho tinha desmaiado, mas observei e percebi que ele já não tinha vida. Eu ainda lhe disse mataste o meu filho que era o meu marido, a minha bengala, eu sou aleijada como vou  caminhar sem me apoiar”, lamentou.

Por último, lembra o homicida chamou um outro vizinho e levaram o corpo na morgue como se fosse um animal.

“Eu sou pobre, sei que também posso pedir justiça, eles amarram o meu filho, queimaram, despejaram água quente nos tímpanos, nas mãos e electrocutaram”.

Matilde Silvestre, de 12 anos de idade, que assistiu o irmão a ser assassinado da forma mais bárbara, não escondeu o desejo de ver a justiça ser feita. “Quero que a polícia vem e leva também o vizinho”, suspirou.

A família da vítima que vivem em condições precárias, clama por justiça, porque acredita qie o país tem leis.

“O agente da Polícia não pode fazer justiça com as próprias mãos, confesso que não foi o meu filho, no meio das sevícias ele dizia não ser ele, eu vivo em casa de chapa, quem tentar entrar ou sair dou conta, o Tony dormiu em casa, saiu de manhã e foi ao serviço, ainda que fosse ele não merecia a morte que teve, quero justiça”, pediu.

Jogo de influências

A mãe do malogrado explicou que está há dois dias na esquadra a espera da Procuradora, porque diz que tem que fazer acareação,  “porque o vizinho Nelson diz que o meu filho morreu por outras causas, vejam só, nestas condições de deficiente física, com o filho na morgue. Ontem vi o assassino aqui na Esquadra 51, como ele tem dinheiro, está a influenciar às pessoas que estão a tratar do processo, eu como vivo na rua dos cães, não sou nada, ademais sou aleijada, mas acredito na Justiça do homem e de Deus”.

 

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