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Convívio entre amigas termina em tragédia: São foi esfaqueada várias vezes e teve o corpo queimado 

Convívio entre amigas termina em tragédia: São foi esfaqueada várias vezes e teve o corpo queimado 


Um encontro entre amigas, realizado no último final de semana prolongado terminou em tragédia.

Por: Edilson Pinto/ Belchior Resende

Os relatos são dados por diversos intervenientes. Se por um lado conhecidas da malograda apontam uma possível traição como sendo o móbil do crime, para a família da malograda não é bem assim.

Nos cantos do Distrito Urbano do Rangel, rua 5 da Comissão, conta-se que a malograda, de nome Conceição Cambundo Figueiredo, de 37 anos de idade, mantinha uma relação com o ‘papoite’ da amiga, apenas identificada como Magui, também residente no Rangel, propriamente na rua 16.

De acordo com as nossas entrevistadas que preferiram anonimato, na quinta-feira, 11 de Novembro, Magui convidou a amiga para uma saída (desbunda) que teria lugar no Zango 8000, no entanto, contam, tudo não passava de uma armadilha para ‘acertar as contas’ com a vítima.

Verdade ou não, O NA MIRA DO CRIME procurou a família da malograda para perceber o que aconteceu realmente naquele dia, e quais são os passos dados até ao momento.

 Os familiares contam que tudo começou na véspera do último feriado prolongado, quando uma jovem conhecida apenas por Magui, por sinal  amiga da ‘vítima’, ligou a Conceição (São) como era carinhosamente tratada, a fim de passarem o final de semana prolongado juntas.

Na altura, São estava no distrito urbano do Tala-Hady, município do Cazenga, em casa de um familiar, porém, insistentemente Magui ligava apressando a amiga a ir ao seu encontro, para juntas irem ao Zango, na sua residência. Depois de alguma relutância, contam, São acabou por ceder o pedido da amiga.

O CASO…

No entanto, na madrugada de sábado, 13, por volta das 5 horas, Magui ligava para um vizinho da malograda, de nome “Ratinho” a pedir um contacto da casa da falecida, questionando os motivos, a jovem explicou a sua versão.

De seguida, Ratinho ligou para Jú, prima da malograda, informando que a São havia se queimado com petróleo e apunhalou-se cinco vezes na região torácica, e morreu ao ser levada ao hospital dos Queimados.  

Edu irmão da malograda, questiona o facto da amiga (Magui)  e o marido terem levado o corpo a morgue sem a presença da família, e o facto de “apressadamente terem dado antecipadamente a sua versão ao Serviço de Investigação Criminal (SIC).

“O que sabemos é que o caso foi entregue a um efectivo do SIC de nome BPC, onde sem qualquer detenção aos supostos acusados, apenas alegam que o caso está sob investigação”, segundo o irmão da faleicida,  Magui e o marido encontram-se livres.

 Família lesada está inconsolável

Clamando por justiça, os familiares de Conceição Cambundo Figueiredo, questionam como é possível alguém atear fogo apenas na parte detrás do corpo e apunhalar-se cinco vezes sozinha?

Faca do crime em parte incerta…

O irmão de São, inconsolável, questiona o paradeiro da faca em que a sua irmã supostamente se apunhalou.

“O fogo também deveria queimar a parte frontal da minha irmã, e por outra, no suposto local em que aconteceu o infortúnio, apenas tem poucos vestígios de fogo, no relatório da autópsia, diz apenas agressão por se investigar”, lamentou. A família diz não ter conhecimento de qualquer situação passional que possa estar na base do infortúnio.

O NA MIRA DO CRIME sabe que Conceição Cambundo foi enterrada na passada quarta-feira, 17, no Cemitério do Benfica, a jovem era casada e não deixa filho.

O NA MIRA DO CRIME em cima dos acontecimentos, promete mais dados deste triste episódio a qualquer momento.

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