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Candidaturas às presidenciais na Líbia encerram com mais de 90 candidatos

Candidaturas às presidenciais na Líbia encerram com mais de 90 candidatos


A comissão eleitoral da Líbia anunciou hoje o encerramento das candidaturas para as eleições presidenciais de dezembro, depois de ter recebido as propostas de mais de 90 candidatos, dos quais apenas duas mulheres, segundo os meios de comunicação social.

AAlta Comissão Eleitoral (HNEC, na sigla em inglês) deverá anunciar na terça-feira o número final de candidatos que apresentaram as suas candidaturas, antes de publicar os nomes daqueles que forem aceites após a avaliação das propostas e a resposta a possíveis recursos.

De acordo com relatos dos meios de comunicação líbios, mais de 90 candidatos apresentaram candidaturas desde o início do processo, a 8 de Novembro.

Entre os candidatos mais proeminentes encontram-se Saif al-Islam Kadhafi, filho do antigo ditador Muammar Kadhafi, o marechal Khalifa Haftar, que controla o leste e parte do sul da Líbia, o influente ex-ministro do Interior Fathi Bachagha e o chefe do governo interino, Abdelhamid Dbeibah.

Apenas duas mulheres se apresentaram como candidatas: Laila Ben Khalifa, 46 anos, presidente e fundadora do partido Movimento Nacional, e Hounayda Al-Mahdi, investigadora na área das ciências sociais.

Para a eleição do chefe de Estado - as primeiras eleições por sufrágio universal na Líbia - agendadas para 24 de dezembro, a apresentação de candidaturas teve lugar exclusivamente em três gabinetes da Alta Comissão Eleitoral: em Tripoli (oeste), Benghazi (leste) e Sebha (sul).

Juntamente com as eleições legislativas a realizar em janeiro, estas eleições - o culminar de um processo político patrocinado pela ONU -, deverão virar a página de uma década de caos, desde a queda do regime de Kadhafi em 2011, e pôr fim às divisões e lutas fratricidas entre dois campos rivais, um no oeste do país e o outro no leste.

Mais de 2,83 milhões de líbios, de um total estimado de sete milhões de habitantes, inscreveram-se para votar.

Para a comunidade internacional, a realização de eleições é essencial para pacificar o país, que possui as reservas de petróleo mais abundantes em África.

Mas com a situação de segurança ainda frágil e as diferenças políticas a persistirem, inclusive sobre o calendário eleitoral, a realização destas eleições permanece incerta.

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