Cidadão acusado de assassinar o amigo com fogareiro na cabeça continua foragido
Mais de uma semana se passaram e Nelson Cuca, o suposto agressor, continua foragido, após assassinar, no passado sábado, 29, com um fatal golpe de ferro na cabeça o então amigo Carlos de Azevedo.
Por: Paulo Lunda
A vítima, no caso, Carlos de Azevedo, 33 anos, morreu por não resistir ao grave ferimento na cabeça provocado através de um duro golpe de fogareiro arremessado contra si pelo próprio amigo.
"A perna do fogareiro rebentou-lhe a zona craniana de modo que provocou um buraco de seis centímetros e uma inestancável hemorragia interna", contou, Jorgina de Lucas, testemunha.
Jorgina de Lucas, fez saber que o agressor ainda tentou ajudar a vítima, mas ao perceber-se da gravidade da situação, abandonou-o na rua para ir em sua casa organizar a fuga.
Cerca de quatro horas depois, isto é, por volta das 05 horas da manhã, todas tentativas para o levarem ao hospital fracassaram, pois, nem a Polícia da 17ª esquadra, do bairro Antenov, no Cazenga, onde acorreram para buscar auxílio, dispunham de viatura.
Desesperados, contam que foi numa motorizada kupapata que encontraram ajuda, mas para infelicidade, quando chegaram ao hospital dos Cajueiros foram informados que o paciente chegara ao local já sem vida.
"Pensávamos que fosse apenas um ferimento ligeiro, que o levaríamos para o hospital e depois regressaríamos em casa… enganámo-nos", lamentou.
Para ela, "a Polícia cruzou os braços apesar de receberem oportunamente a participação da ocorrência. Ou seja, quando o agressor ainda poderia ser encontrado no local do crime".
"As autoridades não devem permitir que os autores destes crimes fiquem impunes. Deve-se trabalhar a fim de o encontrarem para que seja julgado e condenado pelo acto protagonizado", pediu.

Segundo a vizinhança, tudo aconteceu por causa de "um simples desentendimento" entre ambos.
O agora defunto encontrava-se a conviver com amigos no quintal de sua casa, quando o acusado ordenava que se fizesse silêncio.
Carlos terá pedido respeito ao homicida, quando estivesse a falar com outros. Entretanto, se bem pensou mal o fez porque tal apelo foi o suficiente para motivar uma briga que culminaria em tragédia.
O NA MIRA DO CRIME sabe que os presentes tudo fizeram para acudir a luta, mas não conseguiram conter a fúria do também ‘judoca’ que não teve dó nem piedade do amigo que já estava embriagado. E, em acto contínuo, espancou-lhe até tirar-lhe a vida.










