Ofensiva russa mais perto da União Europeia e da NATO
Ao 16º dia de invasão da Ucrânia, as tropas russas bombardearam três novas cidades: Dnipro, Ivano-Frankivsk e Lutsk, sendo que as duas últimas estão bem perto de Lviv e da fronteira polaca. O alargamento da ofensiva significa o fechar do cerco a Kiev e traz também a guerra para mais perto das fronteiras da União Europeia e dos países da NATO.
Dnipro, no Centro Leste da Ucrânia, foi fortemente bombardeada, havendo relatos de um bloco de apartamentos, um jardim de infância e uma fábrica atingidos por mísseis russos.
Ao princípio da manhã, uma imensa bola de fogo iluminou os céus em Lutsk, a norte de Lviv. O alvo terá sido um aeródromo, que foi atacado por três vezes. Em Ivano-Frankivsk, a sul de Lviv, o cenário foi semelhante e foram também alvejados aeródromos, o que parece indicar que o objetivo será anular possíveis bases de lançamento de ataques aéreos ucranianos.
Por confirmar está uma notícia da imprensa russa, segundo a qual Volnovakha, a norte de Mariupol, na região de Donetsk, foi capturada por separatistas.
Entretanto, imagens de satélite de uma firma norte-americana mostram o que parece ser a reorganização da caravana de viaturas russas que se aproxima de Kiev. Parte da força russa posicionou-se em cidades vizinhas e outra deslocou-se para norte, colocando-se em posição de alvejar a cidade com disparos de artilharia. Peritos militares consideram que o assalto à capital ucraniana deverá ter lugar nos próximos dias.
No centro de Kiev são visíveis os esforços para proteger os principais marcos da cidade, numa altura em que o Centro de Comunicações Estratégicas alerta para a probabilidade de a Bielorrússia se juntar a qualquer momento à invasão da Ucrânia. O alerta surge depois de o Presidente Vladimir Putin receber em Moscovo o homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko. Alegadamente, Putin teria planeado ordenar o bombardeamento de alvos na Bielorrússia para dar a Lukashenko um pretexto para retaliar.
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