Pastor diz que matou marido da pastora para salvar a filha sequestrada, matéria do NA MIRA DO CRIME foi crucial para detenção do acusado
Mais dados sobre o assassinato de Augusto Chimbili Chissueca, esposo da pastora Glória Kahuto, de 53 anos de idade, também alvejada com dois tiros, da igreja Jeovah Shalon (Pentecostal), o NA MIRA DO CRIME traz em primeira mão.
Por: Matias Miguel
Afinal, o assassino, pastor Azafet Agostinho, de 38 anos de idade, só foi detido depois que um leitor deste jornal, residente da província da Huíla, ter lido a matéria em causa, e depois de ver a marca e matrícula da viatura estampada na nossa notícia, deparou-se com a viatura em causa, tendo accionado efectivos do SIC do município dos Gambos, que rapidamente se fizeram ao local onde estava o acusado, e deram ordem de prisão.
No primeiro interrogatório, sabe o NA MIRA que o suposto pastor defendeu-se dizendo que não teve alternativas senão matar o esposo da pastora.
“Tive que o matar, ou então não teria a minha filha de volta”. De acordo com o detido, a morte de Augusto foi encomendada por um grupo de pessoas altamente perigosas, que sequestraram a sua filha.
“Em troca eu tinha que matar a pastora e o marido dela, para ter a minha filha de volta ao convívio familiar”, atirou, sublinhando que o grupo é formado por elementos altamente perigosos, e em jogo estão interesses de valores monetários que o malogrado possuía, uma vez que era financeiro das Forças Armadas Angolanas (FAA).
De acordo com Eduardo Moniz, filho da Pastora, o assassino conheceu a sua mãe e foi cultivando amizade já com a ideia de matar a senhora e o marido.
“Como não há crime perfeito, a minha mãe sobreviveu, porque se ela também morresse, a história seria outra, não teríamos testemunhas, graças a Deus, quis o destino que ela sobrevivesse”.
A nossa equipa de reportagem esteve presente no dia do funeral de Augusto, na expectativa de ouvir a viúva. Com o rosto visivelmente carregado pela perda do companheiro, e ainda condoída com os ferimentos das balas que penetraram o ombro e raspou o pescoço, a senhora tentava falar aos nossos microfones, mas não conseguiu, foi tomada por lágrimas.
Augusto Chimbili Chissueca, de 53 anos de idade, foi a enterrar na quinta-feira, 10, no cemitério do Benfica.










