Acidente aéreo no sul da China mata 132 pessoas
A televisão estatal chinesa CCTV informou hoje não terem sido encontrados, até agora, quaisquer sobreviventes do acidente do avião, que se despenhou na segunda-feira, numa área montanhosa no sul da China.
"Destroços do avião foram encontrados no local, mas, até agora, não foram encontrados sobreviventes", disse a CCTV, mais de 18 horas depois do acidente.
O Boeing 737-800 da companhia China Eastern Airlines, com 132 pessoas a bordo, caiu perto da cidade de Wuzhou, na região autónoma de Guangxi. O voo partiu da cidade de Kunming, na província de Yunnan, sudoeste da China, com destino final em Cantão, sul do país.
A explosão causada pelo embate foi registada em imagens de satélite da agência espacial norte-americana NASA.
O acidente criou um buraco na encosta da montanha, informou a agência de notícias oficial Xinhua, que citou a equipa de resgate.
A mesma fonte disse que veículos aéreos não tripulados ('drones') e buscas manuais estão a ser usadas para tentar encontrar as "caixas-negras", que contêm os dados de voo e os gravadores de voz da cabina, essenciais para a investigação de acidentes.
O Presidente da China, Xi Jinping, pediu uma "operação de resgate completa", bem como uma investigação sobre as causas do acidente.
Especialistas analisam imagens de queda "rara" quase na vertical
Especialistas em segurança aérea disseram que estão a analisar imagens dos momentos finais do Boeing 737-800, que se despenhou na segunda-feira, numa queda quase vertical, contra uma encosta arborizada, no sul da China.
Os investigadores ainda não anunciaram a recuperação dos registos do aparelho das chamadas "caixas negras" do avião. O equipamento, que está fortemente protegido, regista informações como o desempenho da aeronave e registos áudio da cabina.
As imagens de vídeo, registadas pelas câmaras de segurança de uma empresa de mineração e de um carro que viajava nas proximidades, foram amplamente partilhadas nas redes sociais chinesas.
C/DN











