Jovem de 29 anos morto pela população depois de supostamente tentar furtar placa de viatura
O facto deu-se na última semana, quando Manuel Golombolo, mais conhecido por Bad Creu, mototaxista de 29 anos de idade, num plano supostamente arquitectado com seu amigo Ary, simulou urinar enquanto roubava a placa de uma viatura estacionada num parque a céu aberto, sobre a tutela de um guarda, no bairro do Cassenda, distrito urbano da Mainga.
Por: Mário Cunha
A simulação teve olhar clínico do segurança que depois de denuncia—lo, a população saiu e agrediu o jovem até à morte.
Foi na da tarde do dia 30 de Março, quando Bad Creu, partiu do Cazenga para o bairro do Prenda, numa residência familiar, local onde decorria uma festa de alambamento de sua irmã caçula.
De acordo a irmã do malogrado, Luzia José, o Creu já havia partido para o Prenda levando consigo bidãos de água e mais tarde regressado ao Cazenga, com objectivo de ir a busca os panos de sua mãe, que se encontravam numa alfaiataria próximo de casa.
Quando foi pela segunda vez ao Prenda, com o seu amigo Ary, levando a roupa e peruca de uma das suas irmãs, o regresso era demorado, facto que despertou a atenção da família.
Feitas as contas, ele regressaria às 17 horas, mas até às 20 ele não aparecia, preocupando desta forma a família.
"Liguei para ele, mas o telefone já dava desligado", disse Luzia que, com o coração apertado, voltou a ligar para o irmão às 22 horas, sem obter sinal algum.
"Foi uma noite longa para a família, que não deu para dormir", afirmou, acrescentando que às quatro horas da manhã de quinta-feira, 31, uma das sobrinhas do malogrado vasculhou a agenda telefónica da mãe e encontrou o nome de um dos amigos do malogrado, chamado Ary, com quem era visto a andar nos últimos dias.
Luzia ligou para Ary, mas este não atendia as chamadas. Às seis horas do mesmo dia, voltaram a ligar e, desta vez, Ary atendeu, começando por contar que, no Prenda, decidiram beber cerveja numa das roullottes.
"Creu comprou um cigarro e decidiu ir urinar, mas um guarda veio atrás dele, questionando—lhe o que estava a fazer ao lado do carro", narrou Ary que, baseando—se nas informações do guarda, muitas peças do carro ao qual Creu estava encostado tinham desaparecido e, sem mais nem menos, acusou—o de ser o autor do roubo de tais peças.
O segurança gritou várias vezes, pronunciando a palavra gatuno, o que chamou à atenção da população que veio por cima de dele, agredindo—o com objectos contundentes.
Creu ainda foi acudido com vida, mas perdeu-a momentos depois.
A família tão logo se apercebeu da agressão de que foi vítima procuraram—no nas esquadras próximas, sem sucesso.
No entanto, já no Hospital Maria Pia, o corpo foi encontrado na famigerada câmara cinco, debaixo de três corpos. Ary, até ao momento, encontra—se foragido, levando consigo a moto de Creu.










