Motim em prisão do Equador deixa pelo menos 43 mortos - Na Mira do Crime
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Motim em prisão do Equador deixa pelo menos 43 mortos

Motim em prisão do Equador deixa pelo menos 43 mortos


Pelo menos 41 presos foram mortos na madrugada de ontem, segunda-feira, 09,  num novo motim novo motim registado numa prisão da cidade de Santo Domingo de los Tsáchilas, no centro do país sul-americano, informou num novo balanço o ministro do Interior, Patricio Carillo.

“Lamentavelmente, 41 pessoas privadas de liberdade perderam a vida neste incidente. A maioria deles, para não dizer quase cem por cento, e como pode ser observado no imediato, foram privados da vida com arma branca, não com arma de fogo”, disse em conferência de imprensa.

O ministro acrescentou que a maioria dos corpos “foram expostos e agredidos nos pavilhões e nas celas” da prisão de Belavista situada na cidade de Santo Domingo de los Tsáchilas, a cerca de 80 quilómetros da capital Quito.

Numa informação paralela, o gabinete do procurador equatoriano anunciou a morte de “pelo menos 43 detidos”, sem emitir no imediato mais detalhes. Previamente, e num primeiro balanço, Patricio Carillo tinha-se referido a “pelo menos dois presos hoje mortos e cinco feridos”.

Nestas primeiras declarações, o ministro indicou que as vítimas resultaram de um novo confronto entre os mesmos grupos rivais que em abril protagonizaram num massacre na prisão da cidade de Cuenca (sul), com um balanço de 20 detidos mortos e pelo menos outros dez feridos.

Durante este novo motim em Santo Domingo de los Tsáchilas, que se iniciou entre as 02:30 e as 03.00 locais (08:30 e 09:00 em Luanda), foi acrescentado que cerca de 40 presos “tentaram escapar da prisão”, mas foram “recapturados pelas forças de segurança”.

Para controlar a situação, a polícia nacional do Equador enviou agentes em apoio aos guardas prisionais. O ministro do Interior indicou que os pavilhões estavam controlados pelas forças de segurança.

No Equador, cerca de 400 reclusos foram mortos nos últimos dois anos em confrontos entre organizações rivais com ligações ao narcotráfico e que disputam o controlo interno das prisões, e que contam com ramificações dentro e fora dos estabelecimentos prisionais, segundo as autoridades.

Recentemente, a Comissão interamericana de direitos humanos (CIDH) emitiu um relatório sobre a crise prisional no Equador, que pede ao Governo para recuperar o controlo interno das prisões, fornecer condições dignas aos presos e elaborar políticas de prevenção do delito e que evitem as detenções.

Até finais de 2021 existiam mais de 36.000 reclusos em 36 centros, entre prisões de centros de reabilitação social, cuja capacidade máxima é de 30.000. Para solucionar a crise nas prisões, o Governo de Guillermo Lasso pretende contratar 1.400 novos guardas prisionais, conceder 5.000 indultos a presos condenados por delitos menores e iniciar uma “política de direitos humanos” dirigido à população prisional.

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