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Reino Unido aprova extradição de Julian Assange para os EUA

Reino Unido aprova extradição de Julian Assange para os EUA


Aministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel, autorizou, esta sexta-feira, a extradição o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, para os Estados Unidos da América (EUA), onde enfrenta acusações de espionagem.

"A 17 de Junho, após consideração tanto pelo magistrados como pelo Supremo Tribunal, foi ordenada a extradição de Julian Assange para os EUA”, lê-se numa nota publicada pelo Ministério do Interior. “O senhor Assange continua a ter o direito normal de recurso de 14 dias”.

Segundo um porta-voz do Ministério, "nos termos da Lei de Extradição de 2003, o Secretário de Estado deve assinar uma ordem de extradição se não houver motivos para proibir a ordem de extradição". Os pedidos de extradição "só são enviados ao Ministro do Interior depois de um juiz decidir que pode prosseguir depois de considerar vários aspectos do caso", explicou.

Em reação à ordem de extradição, o portal WikiLeaks já considerou que se trata "de um dia negro para a liberdade de imprensa e para a democracia britânicas".

"Qualquer pessoa, neste país, que se preocupe com a liberdade de expressão deve estar profundamente envergonhada com o facto de a ministra do Interior ter aprovado a extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, um país que planeou assassiná-lo", refere o comunicado divulgado pelo portal WikiLeaks. 

A justiça britânica autorizou a extradição de Assange para os EUA no passado mês de abril. O fundador da WikiLeaks é acusado de 18 crimes de espionagem e invasão de computadores e enfrenta uma pena de 175 anos de prisão. Em causa está a revelação de abusos dos EUA na sua base militar em Guantánamo, Cuba, e nas guerras do Iraque e do Afeganistão. 

O ‘hacker’ de 50 anos foi preso em 2010 por alegados crimes sexuais e passou mais de uma década no Reino Unido. Entre 2012 e 2019 exilado na embaixada do Equador em Londres. 

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