Jovem morre apedrejado depois de (inocentemente) receber motorizada roubada para serviço de mototáxi
Lourenço Hafeni, mais conhecido por Vanilson, de 18 anos de idade, finalista do ensino médio, e mototaxista da placa da última paragem do Zango III-A, foi morto a pedrada às 07 horas de sabádo (09) no Zango III-B por um grupo de mototaxistas da placa do Kapapinha, por ter sido confundido com o amigo e chará, de nome Lourenço, que roubou uma motorizada e deu-lhe para fazer serviços de táxi sem saber a verdadeira proveniência do meio. Surpreendido pelo dono, o mesmo fez justiça por mãos próprias, no distrito do Zango, município de Viana
Por: Matias Miguel
Edvânia Arsénio, de 22 anos de idade, irmã primogénita do malogrado, explicou ao NA MIRA DO CRIME que “Vanilson tinha um amigo conhecido por Lourenço, o que não sabiam é que era marginal e tinha roubado a motorizada na sexta-feira (08) por volta das 20 horas e convidou o Vanilson para trabalhar para ele fazendo mototáxi.
No dia seguinte, conta, quando o Vanilson estacionou a motorizada em casa, surgiu um grupo de mototaxistas que reconheceram a motorizada como sendo de um deles, foram interrogando o Vanilson e porque até o conheciam por ser de outra placa rival, exigiram-lhe que apresentasse quem lhe teria dado a motorizada.
“Chegados à casa do Lourenço, o suposto dono, que também era chará do meu irmão, não se encontrava em casa. Eles não perderam tempo e, pelo facto de o meu irmão ter o nome do assaltante, entenderam que o Lourenço podia ser a mesma pessoa”, explicou Edvânia.
Então, partiram para a agressão, com paus, blocos, pedras atá à morte, depois de o terem amarrado.
“Entre as placas de mototaxistas vive-se uma rivalidade; nunca pensei que um dia terminaria em morte, não se aceita terem morto uma pessoa por rivaliladades derivadas da concorrência de trabalho, porque eles o conheciam”, lamentou.
Segundo depoimento de alguns dos amigos, os mototaxista do Zango III-B sabiam que o Vanilson também é Loureço e que a motorizada lhe foi entregue por um terceiro para trabalhar chamado Lourenço.
“Só me resta pedir justiça a quem de direito”, lastimaram.
Sandra Maria Morais, de 50 anos de idade, mãe do malogrado lamentou a perda do filho.
“Sou mãe de seis e o Vanilson era o quarto; a trágica notícia encontrou-me na província do Cunene onde estava em serviço, assim secamente, ‘olha o teu filho Vanilson está morto’, perdi o chão e coloquei-me aos prantos”.
“Não fui a tempo de ver o corpo, mas o pai disse-me que o corpo estava maltratado, braços partidos, cabeça machucada, consegui observar a partir de fotografias. Peço às autoridades que façam justiça, as pessoas não podem ser mortas na rua como se de cão se tratasse, os jovens estão localizados, quero muito saber quais foram as razões de o terem morto”, declarou a infeliz progenitora.
“A Polícia não disse nada atá agora e nós esperamos um pronunciamento da Polícia, abrimos uma participação na Esquadra do Zango III-B, também conhecida por Esquadra do Kapapinha”.
O NA MIRA DO CRIME tentou contactar o comandante da Esquadra do Kapapinha, mas este remeteu a resposta ao porta-voz do Comando Provincial de Luanda. Contacto por este jornal, o oficial de comunicação de Luanda, Superintende Nestor Goubel, disse que a Polícia tomou conhecimento do caso, estão a trabalhar no mesmo, sendo que, “nos próximos dias vamo-nos pronunciar...”.










