No Cazenga: Família espanca cidadão até à morte por roubar botija gás
Um cidadão que atendia pelo nome de Luís Osvaldo Evaristo da Conceição, Martins ou simplesmente Luizinho, de 34 anos de idade, foi espancado até à morte pelos tios e dois primos por roubar uma botija de gás de cozinha de casa, na sexta-feira última, dia 15, na rua Mala, no distrito do Cazenga-popular.
Por: Mário Cunha
De acordo com a avó do malogrado, Teresa Manuel Gouveia, a acusação caiu sobre Luizinho pelo facto de o mesmo ter entrado em casa despercebidamente com um amigo de nome Ti Vedeta, que consideravam filho de casa, em estado de embriaguez, por volta da uma hora da madrugada.
"Notou-se que a botija que tinha sido guardada no quarto da Mãe Pequena, desapareceu, pelo que a Maidi que é a minha neta foi acordada pelo choro do bebé dela, por volta da uma hora", conta a anciã, afirmando que nessa altura, Luizinho já estava dentro de casa.
Ao que tudo indica, ele terá entrado pela janela do quarto onde estava a referida botija, que Maidi, por engano, deixara aberta.
Suzana, tia do malogrado, apercebendo-se da ausência da botija, na companhia de mais dois filhos acusaram-no directamente e amarraram-no nos pés, dando início ao espancamento.
"Molhavam-no, enquanto batiam", relata a avó, afirmando que Manucho (marido da filha Susana) e a sua filha, Filomena, de 16 anos batiam incessantemente das duas às quatro horas da madrugada.
"Quando eu dizia para não baterem mais, porque a botija era minha, os que batiam diziam que a mamã acode muito", lamentou a velha Teresa.
Às seis horas do mesmo dia, a polícia foi accionada e fez-se ao local, confrontando-se com a fúria da família agressora que considerava o acto como algo normal.
Este jornal soube de uma fonte familiar que, para além de Luizinho tinham entrado em casa, os seus amigos identificados apenas por Mete-bem, Eduany, e Ti Vedeta, mas todos em estado de embriaguez.
Os quatro supostos assassinos de Luizinho já se encontram a contas com a justiça.










