Tensão: China suspende cooperação militar com EUA e dispara mísseis sobre Taiwan
Ministério chinês das Relações Exteriores listou oito acções de efeito imediato em resposta à visita da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan
A China anunciou nesta sexta-feira (5) que suspendeu a cooperação com os Estados Unidos em várias áreas, incluindo a comunicação entre comandos militares de alto escalão e diálogo sobre mudanças climáticas, em resposta à visita da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan.
Em comunicado, o Ministério chinês das Relações Exteriores disse ter listado oito acções de efeito imediato, acusando Pelosi de desconsiderar “a forte oposição e as sérias representações da China”.
O governo chinês decidiu suspender a cooperação com os EUA na repatriação de imigrantes ilegais, na assistência legal em assuntos criminais e no combate ao narcotráfico.
Além disso, as reuniões do Acordo Consultivo Marítimo Militar também foram canceladas, assim como os diálogos de Coordenação de Política de Defesa. Antes, a China havia anunciado sanções contra Pelosi e alguns dos seus familiares.
O país asiático classificou a visita da líder da Câmara americana a Taiwan como “provocativa”.
“Apesar das sérias preocupações e firme oposição da China, Pelosi insistiu em visitar Taiwan, interferindo seriamente nos assuntos internos chineses, minando a soberania e a integridade territorial da China, atropelando a política de ‘Uma China’ e ameaçando a paz e a estabilidade do Estreito de Taiwan”, disse um porta-voz do ministério em comunicado.
Mísseis sobrevoam Taiwan
A China disparou mísseis sobre a ilha de Taiwan pela primeira vez nesta sexta-feira (5), aumentando a tensão na região, num momento em que a presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, chegava ao Japão, cujos líderes protestaram contra Pequim depois que cinco projéteis caíram perto das ilhas japonesas.
Pelosi encontrou-se com o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, na manhã de sexta, com a atenção voltada para o Estreito de Taiwan, onde o exército chinês realiza exercícios aéreos e marítimos em resposta a visita da líder da Câmara americana à ilha.
A China já havia disparado mísseis nas águas ao redor de Taiwan – uma ilha democrática de 24 milhões de habitantes que o Partido Comunista Chinês considera parte de seu território – principalmente durante a Crise do Estreito de Taiwan na década de 1990.
Mísseis sobrevoando a ilha nesta última sexta-feira, marcaram uma escalada significativa, com autoridades dos EUA alertando que pode haver mais por vir.











