Adolescente de 16 anos morto a tiros por supostos agentes da Polícia, corpo foi jogado numa vala
Sábado, 22, foi dia de amargura e tristeza para a família de Inácia Isaque Muatchiava, mãe do malogrado que em vida atendia pelo nome Carlos José “Ângelo” de 16 anos de idade, residente do Zango 3-B, município de Viana.
Por: Matias Miguel
De acordo com a mãe do malogrado, tomou conhecimento da morte do filho por volta das 05horas de domingo, 23.
“Eu pernoitei num óbito, e estava com o meu filho que agora apareceu morto, a minha filha passou-me a informação, e disse que também recebeu o recado de um vizinho, dando conta que o Ângelo havia sido morto a tiros e jogado numa vala”, explicou.
Segundo a mãe, tão logo foi informada, saiu a correr para certificar.
“Não quis acreditar que mataram o meu filho, custa-me acreditar que foram bandidos que fizeram isso, porque se fosse bandidos teriam levado o telefone, é um telefone digital de marca Samsung, é caro, eles não levaram nada, até os documentos não mexeram, o meu filho não era gatuno, ele passou a noite comigo no óbito”, chorou.
Segundo a nossa entrevistada, durante a madrugada os jovens que estavam no óbito decidiram procurar pneus usados numa recauchutagem próxima, para acender e iluminar o óbito.
Suzana Muatchiava, irmã do malogrado, explicou que viu o seu irmão pela última vez por volta das 23horas.
“Ele e mais quatro amigos foram à busca de pneus para continuarem com a fogueira, no regresso, depararam-se com a patrulha da Polícia, assustados, fugiram dispersos e infelizmente ele foi atingido na perna…depois de caído, seguiram-no e dispararam mais uma vez”, chorou.
De acordo com familiares, os amigos do adolescente estão todos desaparecidos, “eles regressaram com os pneus e só disseram que a Polícia fez tiros, mas não disseram que o Ângelo havia sido atingido, presumimos que a Polícia confundiu o nosso filho com algum marginal”, deduziram.
“O mal já está feito, mas exigimos justiça, queremos que a justiça seja feita, não podemos estar a ser mortos assim, até o assassino tem direito a advogado para o defender, logo, os assassinos do meu irmão devem e terão que ser responsabilizados”, exigiu a irmã.
Numa ronda feita por este jornal nos arredores do local onde residia o malogrado, conseguimos apurar que a vítima fazia parte de uma gangues que praticavam assaltos na zona.
Todos esforços para contactar a Polícia foram infrutíferos.










