Viana: Enterrado corpo de jovem encontrada enforcada em casa, marido cubano continua em fuga
Foi a enterrar na manhã desta quarta-feira, 21, no Cemitério de Viana, a cidadã Juliana Gabriel Matias, de 22 anos de idade, encontrada pendurada numa corda no interior da sua residência, na terça-feira, 13, no Zango zero, cuja suspeitas recaem sobre o marido, um cidadão cubano de 34 anos de idade, que está em parte incerta com o filho de 4 meses de idade.
Por: Matias Miguel
O que mais inquieta os familiares da malograda, é que o acusado, depois de ver a mulher morta, correu para Esquadra do Zango Zero, abriu uma participação como se a mulher tivesse cometido suicídio, disse desconhecer o paradeiro da família da mesma, quando conhecia onde vivem os familiares da malograda e de seguida, sem que se abrisse uma investigação aturada, deixaram o cidadão colocar a monte com o filho de 4 meses de idade.
Para piorar, efectivos do SIC do Zango e a Polícia Nacional abandonaram o corpo da malograda na famigerada Câmara 5, (dos perdidos e achados).
Gabriel Matias, pai da malograda, em conversa exclusiva ao NA MIRA DO CRIME procurava palavras para rotular o genro.
Deambulando com a foto da filha pelas ruas do bairro “Km 30”, em Viana, entre lamentações, choros e desespero, o progenitor acusa as autoridades policiais de nada terem feito para esclarecer o caso logo no princípio.
"Nós não temos famílias que podem intervir na justiça, então um estrangeiro vem aqui e mata a minha filha e não é preso?”, questionou em lágrimas.
“Hoje é a minha filha, amanhã poderá ser a filha do chefe da Polícia, o Rubem frequentou a minha casa, agora coloca a minha filha na Câmara 5?”, chorou, acrescentando que, na rua onde vive, todos conhecem o suposto homicida, “ele vendia água aqui com o camião cisterna, foi onde conheceu a munha filha, hoje vem dizer que a minha filha não tem família, que lhe encontrou nas barracas do km 30?”.
De acordo com Catarina Gouveia Rodrigues, tia da malogra, ao dar banho na sobrinha notou que a mesma tinha as bochechas inflamadas, o que presume que sofreu agressões antes de ser morta.
“Tinha escoriações nos braços e nas ancas, observei que foi abusada sexualmente na vagina e ânus”, acusou.
Segundo a família, na quinta-feira, 15, quando foram à residência onde vivia Juliana, já não encontraram o corpo, porque foram avisados 14 horas depois, através das redes sociais.
“Na foto onde ela aparece enforcada, estava trajada de uma camisola e bermuda cor rosa, e foi assim que encontramos o corpo na morgue na Câmara 5”. No entanto, continuam, nos 3 dias que o corpo permaneceu na morgue, observaram que alguém trocava o vestuário da malograda.
“Isso chamou-nos atenção, mas, afinal, quem trocou as roupas na Juliana?”, interrogaram.
Polícia continua muda e surda
Adriano Diamantino, avó da malograda, diz que o assassino tem nome e rosto.
“Chama-se Lázaro Martinez, mais conhecido por Rubem, de 34 anos de idade, ele matou, não está preso por que? é o dinheiro que lhe protege?”, esta é a pergunta que não se quer calar no seio dos familiares.
“Isso só acontece em famílias pobres e corruptos, onde o dinheiro sobrepõe a Lei, até agora o SIC não nos diz nada, quer dizer, o estrangeiro mata e ainda foge com o meu neto... se calhar o Rubem já está na fronteira”.
Acusado passou uma noite na esquadra
De acordo com os familiares, a comandante da Esquadra do Zango zero tem muito a dizer, “se o Rubem já estava detido, por que soltou? Quanto é que ela recebeu em dinheiro? Será que ela não é mãe, não tem irmã? O facto é que perdemos a nossa neta e a nossa primogénita como se nada fosse”, lamentaram.
Jovem que tirou fotografia no corpo diz que está a ser perseguida
Ricardo Matias, irmão da malograda, disse ao NA MIRA DO CRIME que recebeu um telefonema da moça que fotografou a Juliana pendurada, e disse que esta ser perseguida por efectivos do SIC. Assim sendo, diz que teve que mudar de casa, e pede protecção a Imprensa.










