Joe Biden faz visita surpresa a Kiev quando se assinala um ano de guerra na Ucrânia
O Presidente dos EUA, Joe Biden, chegou esta segunda-feira em Kiev, numa visita surpresa que acontece precisamente na semana em que se assinala um ano da guerra na Ucrânia
O Presidente norte-americano visita Kiev de surpresa na semana em que se assinala o primeiro ano da guerra na Ucrânia. Biden reafirma o "compromisso inabalável" dos EUA "com a democracia, a soberania e a integridade territorial da Ucrânia".
"À medida que nos aproximamos do aniversário da brutal invasão da Ucrânia pela Rússia, estou hoje em Kiev para me encontrar com o presidente Zelensky e reafirmar o nosso compromisso inabalável com a democracia, a soberania e a integridade territorial da Ucrânia", declarou Joe Biden numa mensagem publicada no Twitter.
A visita do Presidente norte-americano manteve-se em segredo por questões de segurança até esta segunda-feira (20), num dia que amanheceu com todo o território ucraniano em alerta vermelho.
"Presidente Joe Biden , bem-vindo a Kiev! A sua visita é um sinal extremamente importante de apoio a todos os ucranianos", agradeceu Zelensky numa mensagem partilhada no Facebook.
Nas redes sociais é também possível ver imagens de Biden nas ruas de Kiev, ao lado do presidente ucraniano.
Enquanto isso, Zelensjy diz que situação no leste é difícil mas Rússia regista perdas."Quanto mais a Rússia venha a perder no Donbass, mais será possível terminar esta guerra com a vitória da Ucrânia", sublinhou Volodymyr Zelensky.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reitera que a situação no leste do país, sobretudo em Donetsk, é difícil para o Exército de Kiev, mas que os militares ucranianos estão a lutar.
"Estamos a lutar. Estamos a acabar com o invasor e a infligir perdas importantes à Rússia", disse Zelensky.
Na mensagem diária emitida na noite de domingo (19) e publicada esta segunda-feira (20) no portal oficial da presidência, Zelensky disse que esteve reunido com as chefias militares tendo recebido relatórios "da Chefia do Estado Maior, dos comandantes, e até da frente [de combate]".
"Estamos a equilibrar a situação e a fazer todos os possíveis para preparar as nossas acções face ao futuro, para o futuro próximo", acrescentou.
Zelensky demonstrou, no entanto, preocupação em relação à situação em Bakhmut, região de Donetsk, zona estratégica para as forças ucranianas.
"Repito uma vez mais: quanto mais a Rússia venha a perder no Donbass: Bakhmut, Vuhledar, Marynka, Kremynna, mais será possível terminar esta guerra com a vitória da Ucrânia", sublinhou o presidente ucraniano.
Zelensky prometeu aos cidadãos ucranianos maior transparência sobre a situação na frente, apesar da reserva em relação às questões militares e dos detalhes das acções de informações.
As últimas informações sobre a situação na região leste ainda não foram acompanhadas por meios independentes.
Esta segunda-feira, Kiev homenageia os mais de 100 ucranianos que morreram nos protestos que decorreram em 2014, na praça da Independência (Maidan), no centro da capital.
"Os ucranianos sabem o que significa lutar pela sua liberdade e defendê-la. Em momentos difíceis e cruciais da história, nunca desistimos e sempre mostramos bravura e abnegação", escreveu Zelensky na mensagem partilhada no Facebook.
Na rede social, foi publicado um vídeo, no qual é possível ver o Presidente ucraniano e a primeira-dama, Olena Zelenska, a homenagear os ucranianos que morreram nos protestos da praça Maidan, que levaram à queda do então Presidente Viktor Ianukovich (pró-russo).
(Com DN)











