Mártires do Kifangondo - Jovem suspeito de matar empresária terá posto fogo no quarto para desfazer provas
Segundo familiares, tudo aconteceu quando o jovem Pedrito estava na porta da casa de sua mãe a vender jogos e foi interpelado por dois jovens, um dos quais residente no Maculusso e o outro no Alvalade.
Os três puseram-se a conversar, tendo os dois jovens sugerido levarem a cabo um plano que os permitiria ter muito dinheiro e o apresentaram a duas senhoras que, por sinal, o jovem Pedrito já as conhecia porque viviam todos no Mártires.
Por: Solange Figueira
Os vizinhos dizem que alguns dias antes da morte da empresária, viram o jovem Pedrito reunido com as duas senhoras e três rapazes no largo.
Os familiares alegam que o jovem foi corrompido porque as senhoras que são amigas da empresária disseram-lhe que ela estava com planos de viajar para Portugal e, para tal, vendeu as suas boutiques e tinha malas com barras de ouro em casa. Como o jovem Pedrito vendia o seu jogo à frente da casa da empresária seria mais fácil executar o plano.
Os familiares disseram também que o jovem confessou que não foi o mandante; tem uma quadrilha por trás deste crime e que apenas ajudou a pôr ácido e dióxido de carbono na empresária que já estava no quarto a dormir. Puseram fogo no ar condicionado para parecer incêndio doméstico.
Pedrito foi apanhado porque deram-lhe um cartão com muito dinheiro e foi para um ATM de um táxi personalizado e tirou 100 mil kwanzas.
Sempre a gastar, o jovem foi para uma loja de conveniência das bombas de combustível e fez compras avultadas. Os parentes da empresária desconfiaram porque ela já estava morta e chamaram o SIC.
A malograda era mulher de um italiano e não dava confiança à vizinhança.
"O meu irmão foi longe demais, a malograda o viu a crescer", disse a irmã do jovem Pedrito", já a contas com a justiça.










