Objectivo: matar - Fiscais do mercado do 30 lançam fogo a vendedor ambulante por filmar o mercado
Um jovem que responde pelo nome Osvaldo José João, de 23 anos de idade, residente no quilómetro 30, bairro Tempo Muda, rua da Padaria, Distrito do Baia, município de Viana, viu sua vida em perigo depois dos fiscais lhe terem lançado gasolina e fogo, no mercado do 30, pela simples razão de filmar com o seu telefone o interior do mercado.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O lesado, um jovem que ganha a vida vendendo produtos diversos com ajuda de um carro de mão, conta que o incidente ocorreu em pleno dia da Paz, por volta das 16 horas, quando no exercício das suas actividades, decidiu filmar algumas partes do mercado.
"Vendo produtos diversos no mercado do 30, quando cheguei na zona do Betão comecei a filmar com o meu telefone e, de repente, apareceu um fiscal e agarrou-me por trás alegando ser proibido realizar actos do género naquele mercado", contou.
Desta feita, conta o lesado, o fiscal pediu que apagasse o vídeo. Apagou-o, mas, mesmo assim, foi pressionado a entregar o telefone, mas este recusou-se.
"Como eu resisti em dar o telefone, ele chamou as vendedoras da zona do Betão e disse-lhes que eu era bandido e estava no local a fazer imagens para mais tarde roubar. As senhoras partiram logo para agressão com ajuda de outros fiscais", disse.
O jovem recorda que as coisas começaram a piorar quando lhe foram imobilizados os braços com fita-cola e foi levado para o local de reunião dos fiscais.
"Um dos fiscais do mercado retirou um pouco de gasolina de uma motorizada de um moto-taxista que pelo local circulava, e anunciou que havia de me queimar", contou, acrescentando que pediu tanto para que não fosse incinerado porque não tinha cometido nenhum crime.
"Mesmo assim, jogou gasolina sobre mim, na parte do abdómen e ateou fogo", informou.
Segundo a vítima, o pior só não aconteceu, porque apareceram dois indivíduos que o reconheceram e com ajuda de baldes despejaram água ao corpo de Osvaldo para apagar o fogo.
Insatisfeitos, os fiscais levaram-no à administração do mercado, onde, com ajuda de um suposto agente do SIC, se resolveu o problema.
O jovem procurou o NA MIRA DO CRIME para denunciar o acto dos fiscais e pedir aos órgãos de justiça que se responsabilize os infractores.










