SIC procura namorado da senhora que foi violada e esquartejada a cabeça
A cidadã Elisa Cambotia Menezes, de 34 anos de idade, foi encontrada morta, numa residência abandonada com sinais de violação e a cabeça esquartejada, na manhã deste domingo, 16, no município de Viana, distrito da Baia, bairro Km 30, rua do Matador.
Por: Matias Miguel
Luzia Pedro, anciã de 70 anos de idade, mãe da malograda, em entrevista exclusiva ao Na Mira do Crime, contou que tomou conhecimento da morte da filha por volta das 07horas de domingo, quando varria a rua.
“Vi uma enchente na rua, foi quando uma vizinha veio, pegou nas minhas mãos e contou que a Elisa tinha sido violada e morta”.
“Ela passou o dia todo em casa, no fim do dia despediu que ia ter com o namorado, conhecido apenas por Brissor. Não tardou regressou e voltou a sair já arrumada, dirigiu-se até a lanchonete Ngangadala, que está no fundo da rua ao encontro do mesmo namorado”, recordou.
Segundo a nossa entrevistada, o Brissor é agressivo, sempre bate na Elisa, por tudo ou por nada, é muito ciumento, e na mesma noite foram vistos na Lanchonete Ngangadala aonde costumam ficar.
“Ele não podia fazer isso comigo, matar a minha filha… Ela é mãe e pai de cinco filhos, vende no mercado do Km 30 para os miúdos comerem”, chorou.
De acordo com a vizinhança, o suspeito vivia na rua detrás, numa cubata onde tomava conta de um terreno, na manhã de domingo, vários jovens do bairro foram até lá para tirar satisfação, mas ele já não estava em casa.
Ainda assim, os jovens foram até a empresa onde o mesmo trabalha, a resposta dos colegas foi que ele estava aflito a procura de dinheiro, porque precisava de viajar com urgência.
Gilberto Menezes Luís, de 14 anos de idade, é o primeiro filho da malograda, o adolescente pede justiça as autoridades, e espera que o assassino seja capturado o mais rápido possível.
“A minha mãe era uma trabalhadora e ser humana, não se justifica a maneira como maltrataram o corpo dela. Sou estudante, a minha mãe é que pagava as propinas e nos alimentava, não sei o que será de nós daqui para frente, o meu irmão menor tem apenas 6 anos, somos filhos abandonados pelo pai, não sabemos onde e como ele vive”, lamentou.
Isaías Dombo, vizinho, disse que, para a comunidade que representa, a morte da jovem mulher é uma tragédia. “A morte da Elisa deixa-nos muito triste e revoltados, existe uma lanchonete aí na baixa da rua, conhecida como a “baixa da morte”, é o local de convivência dos trabalhadores do matadouro e onde tudo começa”, disse.
“No domingo estava lá a minha filha, que testemunha que deixou a Elisa com o namorado, estavam sentados numa mesa a consumir bebidas alcoólicas e a fumar cigarro, foi a última vez que a viram viva”.
Quatro mortes só este ano
Populares contaram ao Na Mira do Crime que na rua do Matador, só este ano, já registou 4 mortes.
“No mês de Março mataram um motoqueiro com golpes de faca, não tardou, em Abril, outro jovem também morto com arma branca (faca), no mês de Junho, supostos efectivos do SIC mataram um marginal aqui mesmo na rua. Com esta morte da Elisa faz quatro mortes”, desvendaram.










