"Celebra", “Mi” e “La Pingo”: Tribunal condena altamente perigosos envolvidos em crime de homicídio
No dia 23 de Maio de 2022, o Na Mira do Crime reportava o crime de assalto, concorrido com homicídio e violação. Ocorrido na madrugada de sexta-feira, 27 de Abril de 2022, no bairro Kifangondo, município de Cacuaco, foi vítima mortal por disparo de arma de fogo, o cidadão José António, de 62 anos de idade.LERMAIS: (https://namiradocrime.info/show/5781)
Por: Ngunza Chipenda
“Celebra”, “Mi” e “La Pingo”, altamente perigosos, eram até aquela altura os principais visados da acção.
Os factos
O crime ocorreu por volta das 2horas de sexta-feira, 27 de Abril de 2022, depois que a esposa do malogrado, Aldina Domingos Catari, ter regressado da Turquia, onde havia-se deslocado para fazer compras de vestuário e calçados.
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, a viúva contou que, tão logo à Luanda, dia seguinte, 28, deslocou-se ao Aeroporto 4 de Fevereiro para retirar o resto das malas que haviam ficado.
“Quando cheguei em casa, fiquei a separar a roupa toda a noite, quando eram por volta das 2horas da madrugada, ouvi barulho, e quando fui para sala verificar, já haviam três marginais fortemente armados no interior de casa”, recordou, acrescentando que, tão logo deu cara com os assaltantes, um deles efectuou dois disparos, e mandou que todo mundo ficasse calado e num quarto apenas.
“Pediram os telefones, dei um Iphone, um Samsung A 20, e a seguir pediram as jóias, demos todo o ouro que tínhamos, dei ainda 2 mil e 250 euros, 1200 dólares e cem mil kwanzas, entregamos uma pasta de ténis, uma mala com roupa de meninas e uma pasta onde tinha fatos e camisas de rapazes, levaram a minha aliança, dois anéis de prata e dois plasmas de 80 e 40 polegadas e tantas outras coisas”, explicou.
Já com os meios em sua posse, os bandidos mandaram que a senhora e o marido deitassem no chão, aqueceram um ferro de engomar, pediram que a mulher retirasse as vestes, e colocaram o ferro quente nas nádegas da senhora.
Não satisfeitos, na retirada, dispararam duas vezes contra os membros inferiores do senhor. Para que a esposa não o socorresse, levaram-na até uma zona distante, tendo sido abandonada de seguida.
“Quando regressei à casa, chamei um dos vizinhos de nome Osvaldo, para ajudar a socorrer o meu marido, mas ele acabou por morrer no caminho por ter perdido muito sangue”, lamentou.
Marginais identificados pela viúva, detidos, estavam na iminência de serem soltos – Na Mira do Crime alertou!!!
De acordo com Aldina Catari, no dia do assalto, os bandidos estavam com o rosto descoberto,
“Quando os bandidos entraram na minha casa, tinham os rostos descobertos, só um tinha máscara, e é o inquilino da minha empregada, reconheci ele perfeitamente”, acusou.
Dias depois, efectivos do SIC em Cacuaco detiveram três suspeitos envolvidos no roubo concorrido com homicídio.
Trata-se do “Celebra”, o cabeça do grupo, inquilino da empregada da viúva que terá engendrado todo esquema.
Estava ainda sob custódia do SIC o “Mi”, e o “La Pingo”, todos estes considerados altamente perigosos, e com folha repleta de crimes. No entanto, fonte abalizada na matéria alertou ao Na Mira do Crime que ao bandidos estavam prontos a serem soltos, pelo que, rapidamente alertamos as autoridades, e o processo saiu do SIC-Cacuaco e passou a ser instruído e investigado pelo competente Investigador Criminal, Mauro Domingo, afecto à Direcção do SIC-Luanda.
Tribunal ‘arreia’ o martelo
Depois de exaustiva investigação, foram capturados todos envolvidos no crime e, na manhã desta quarta-feira, 30, a 15ª Secção da Sala dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda julgou os arguidos Manuel Fuca Neto “Celebra”, condenado na pena de 12 anos de prisão.
António Manuel de Oliveira “Toni Nguxi”, condenado a 17 anos de prisão.
António Vasco Francisco Mateus “Lapingo”, considerado mandante, é filho da ex-empregada da vítima, foi condenado a 14 anos de prisão.
Domingos Martins “Do Papel”, filho de uma pessoa amiga da vítima, condenado a 10 anos de prisão.
Adilson da Costa Pereira “Big Ciente”, condenado a 12 anos de prisão.
Jeovany da Sandoval dos Santos Kanga “Cage One”, condenado a 10 anos de prisão.
Por último, foi condenado Veríssimo Lopes “Keny”, a catorze anos de prisão, todos por crimes de homicídio e roubo qualificado, posse ilegal de armas de fogo e violação.










